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Autor |
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| ISEB 2025 / 3 | 126 |
Eulia dimorpha Clarke, 1949 tem sido o nome usado para uma praga dos citros, cujas lagartas atacam os frutos. Entretanto, na década de 1980, foi criado o subgênero Clarkeulia Razowski, 1982, com base em algumas espécies do gênero Deltinae Pastrana, 1961. Posteriormente, Clarkeulia foi elevado ao status de gênero (Razowski, 2016) e Eulia dimorpha foi transferida para esse gênero. Portanto, a praga dos frutos de plantas cítricas deve ser denominada Clarkeulia dimorpha (Clarke, 1949). Uma fotografia colorida do holótipo (fêmea) de C. dimorpha ilustra o catálogo on-line de Gilligan et al. (2018). Referências Clarke, J.F.G. (1949) Notes on South American “Tortricidae” (Lepidoptera) and descriptions of new species. Acta Zool. Lilloana 7: 579–588. Gilligan, T.M.; Baixeras, J.; Brown. J.W. (2018) T@RTS: Online World Catalogue of the Tortricidae (Ver. 4.0). http://www.tortricid.net/catalogue.asp. Razowski, J. (1982). Redescription of Deltinae Pastrana with descriptions of new species (Lepidoptera: Tortricidae). Bull. Acad. pol. Sci Sér. Sci. biol., Warszawa, (2) 30 (1–12): 37–45. Razowski, J. (2016) Diagnoses and remarks on the genera of Tortricidae (Lepidoptera). Part 4. Cnephasiini, Ceracini, Atteriini, Sparganothini and Euliini. Acta Zool. Cracov. 59(2): 89–51. |
Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP) |
| ISEB 2025 / 2 | 125 |
Dorisiana drewseni (Stål, 1854), espécie de cigarra reconhecida por associação com a cultura do café, foi transferida para o gênero Acanthoventris Ruschel, 2023 (Ruschel et al. 2023), devendo agora ser referida como Acanthoventris drewseni (Stål, 1854). O gênero Acanthoventris pode ser caracterizado pela projeção em forma de espinho da margem anterior do segundo esternito. Três espécies foram transferidas para esse gênero e outras 10 novas espécies foram descritas, sendo muitas de morfologia externa semelhante a A. drewseni, formando um complexo de espécies. Sanborn (2024) transferiu mais uma espécie e ampliou a distribuição de outras. Dessa forma, A. drewseni, que antes possuía ampla distribuição no Brasil (Martinelli & Zucchi 1997), agora é restrita a Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. É necessário rever a ocorrência das espécies de Acanthoventris nos cafezais do país para a identificação correta da espécie. Referências Martinelli, N. M. & Zucchi, R. A. (1997). Cigarras (Hemiptera: Cicadidae: Tibicinidae) associadas ao cafeeiro: distribuição, hospedeiros e chave para as espécies. Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, 26: 133-143. Ruschel, T. P., Bianchi, F. M., Campos, L. A. & Carvalho, G. S. (2023). Total evidence analysis elucidates the tangled systematic scenario within Fidicinini (Hemiptera:Auchenorrhyncha, Cicadidae). Arthropod Systematics & Phylogeny, 81: 35-77. Sanborn, A. F. (2024). The cicadas (Hemiptera: Cicadidae) of Uruguay with a key to known species and comments on species of the genus Acanthoventris Ruschel including the resurrection of a previously synonymized species. Zootaxa, 5399(4): 301-326. |
Douglas H. B. Maccagnan (UEG de Iporá)
Nilza M. Martinelli (UNESP/FCAV) |
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Versão |
Nº |
Descrição |
Autor |
| ISEB 2025 / 2 | 124 | O gênero Phthia Stål, 1862 foi dividido em cinco gêneros, entre os quais, o gênero Phthiacnemia Brailovsky, 2009, para o qual Phthia picta Drury, 1770 foi transferida. Portanto, o nome válido do percevejo-do-tomate é Phthiacnemia picta (Drury, 1770) (única espécie conhecida no gênero). Referências. Brailovsky, H. 2009. Revision of the Phthia generic complex with a description of four new genera (Hemiptera: Coreidae: Coreinae: Leptoscelini). Acta Entomologica Musei Nationalis Pragae, 49(1): 59–74. CoreoideaSF Team. Coreoidea Species File Online. Version 5.0/5.0. <http://Coreoidea.SpeciesFile.org>. Accessed on 15 May 2025. | Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP) |
| ISEB 2024 / 1 | 123 | O mandarová-do-fumo tem sido denominado ora como espécie, Manduca sexta (L., 1763), ora como subespécie, M. sexta paphus (Cramer, 1779). Entretanto, o status desse táxon foi revisado, tendo sido classificado na categoria espécie, cujo nome válido é Manduca paphus (Cramer, 1779). Referência. Haxaire J, Mielke GC (2019) A revised and annotated checklist of the Brazilian Sphingidae with new records, taxonomical notes, and description of one new species (Lepidoptera Sphingidae). Eur Entomol 11 (3+4):101–187. | Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP) |
| ISEB 2024 / 1 | 122 | Embora três espécies de Delia (Diptera, Anthomyiidae) economicamente importantes estejam registradas no Brasil – D. antiqua (Meigen), D. platura (Meigen) e D. radicum (L.) –, provavelmente esses registros correspondam a identificações errôneas dessas espécies. Análises morfológica e molecular revelaram que as larvas de Delia, que danificam plantações, principalmente de feijão e de cebola, nos estados do Paraná e de Santa Catarina, pertencem a Delia sanctijacobi (Bigot, 1885), uma espécie nativa da América do Sul, presente também na Argentina, Chile, Peru e Uruguai. Referências. Gomes LRP, Zawadneak MAC, Costa-Ribeiro MCB, Jarek TM, Carvalho CJB (2022) Integrating morphology and DNA barcodes for identification of Delia sanctijacobi (Diptera: Anthomyiidae): new host and new records in South America. Arthropod Syst Phylogeny 80:511–522. Gomes LRP, Geremias LD, Zawadneak MAC, Lins-Junior JC, Gonçalves PAS, Carvalho CJB (2023). New records, host, and plant symptoms descriptions of the recently reported Delia sanctijacobi (Bigot) (Diptera: Anthomyiidae) in Brazil. EntomoBrasilis, 16: e1057. | Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP) |
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ISEB 2023 / 4 |
121 |
Anastrepha dissimilis Stone, 1942 foi descrita com base em três espécimes coletados no Haiti (holótipo), Brasil e Guiana (parátipos). Essa espécie tem sido identificada nas últimas décadas no Brasil, com base, principalmente, na figura do ápice do acúleo apresentada na descrição original. Todavia, na descrição original foi ilustrado o ápice do acúleo do parátipo coletado no Brasil e não do holótipo, os quais diferem morfologicamente. Esse detalhe foi observado recentemente. Os espécimes coletados em vários estados brasileiros apresentam o ápice do acúleo semelhante ao do parátipo. Além disso, uma abordagem integrativa (morfometria linear, geométrica e análise molecular) revelou que os espécimes identificados no Brasil como A. dissimilis correspondem a Anastrepha chiclayae Greene, 1934. Nenhum espécime coletado no Brasil apresenta as características do ápice do acúleo do holótipo. Portanto, provavelmente, A. dissimilis não ocorre no Brasil, considerando-se os inúmeros levantamentos de moscas-das-frutas realizados nos estados brasileiros nas últimas décadas. Referências. Araújo AS, Zucchi RA, Norrbom AL, Nanini F, Corrêa AS, Alvarenga, CD, Souza-Filho, MF, Nava D, Savaris M (2023) Integrative approach reveals the identity of Brazilian specimens previously recognized as Anastrepha dissimilis Stone, 1942 (Diptera: Tephritidae). Zootaxa 5228: 317–336. Norrbom AL, Korytkowski CA, Zucchi RA, Uramoto K, Venable GL, McCormick J, Dallwitz MJ (2012) Anastrepha and Toxotrypana: descriptions, illustrations, and interactive keys . Acessado em 21 Novembro 2023. Stone A (1942) The fruit flies of the genus Anastrepha. Misc Publ USDA 439: 1–112. |
A.S. Araújo, M. Savaris & R.A. Zucchi (ESALQ/USP) |
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ISEB 2023 / 3 |
120 |
O tripes-do-feijão, que ganhou importância econômica em culturas como feijão e soja na última década, tem sido registrado na literatura brasileira inadvertidamente como Caliothrips braziliensis (Morgan, 1929) ou, ainda, com a grafia errada C. brasiliensis. Essas formas não são apropriadas, uma vez que o nome foi sinonimizado por Wilson (1975). Dessa maneira, recomenda-se a utilização do nome válido da espécie, Caliothrips phaseoli (Hood, 1912), em trabalhos que se refiram a esse tripes. Referências. Wilson TH (1975) A monograph of the subfamily Panchaetothripinae (Thysanoptera: Thripidae). Memoirs of the American Entomological Institute, 23, 1–354. Lima EFB, O’Donnell C, Miyasato EA (2020) The Panchaetothripinae (Thysanoptera, Thripidae) of Brazil, with one new Caliothrips species. Zootaxa, 4820(2), 201–230. |
Élison F. B. Lima Universidade Federal do Piauí (efblima@ufpi.edu.br) |
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ISEB 2023 / 2 |
119 |
A lagarta-do-pescoço-vermelho, importante inseto-praga da cultura do amendoim, foi descrita por Chambers em 1875, como Oecophora bosqueella, mas logo em 1878 o mesmo autor se referiu à espécie utilizando o nome específico bosquella. Embora esta não tenha sido uma correção do nome original, as duas nomenclaturas acabaram sendo utilizadas. Hodges (1963) notou a variação de nomes dessa espécie na literatura e informou que o nome correto deveria ser o primeiro. Apesar disso, há mais referências com o nome incorreto do que com o correto (Pinto et al. 2020). Assim, o nome correto é Stegasta bosqueella (Chambers, 1875). Referências: Chambers VT (1875) Tineina from Texas. Can Entomol 7: 92–95. Chambers VT (1878) Descriptions of new Tineina from Texas, and others from more northern localities. Bull US Geol Geogr Surv Territ 4: 79–106 Hodges RW (1963) Agricultural research service - pest control division. Cooperative Economic Insect Report 13: 1–47. Pinto JRL, Boiça Jr. AL, Fernandes OA (2020) Biology, Ecology, and Management of Rednecked Peanutworm (Lepidoptera: Gelechiidae). J Integr Pest Manag 11(1): 9. https://doi.org/10.1093/jipm/pmaa007 |
José Ricardo de Lima Pinto & Odair Aparecido Fernandes (UNESP/FCAV)
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ISEB 2023 / 1
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118 |
A-é-des ou E-des, qual é a pronúncia correta do nome genérico do incômodo mosquito? A descrição e a diagnose do gênero Aedes Meigen, 1818 foram feitas em Latim, com a etimologia (Grego) e significado sendo dados no texto escrito em alemão gótico. Portanto, a pronúncia correta é A-é-des, ou seja, com o“e” pronunciado separadamente do precedente “A” (A-é-dés), sendo o primeiro e segundo “e” pronunciados como vogais longas (Gil-Santana et al. 2021). Por outro lado, a pronúncia “E-des” é incorreta, pois o nome genérico não é o latino aedes ou aedis (is), f. 1. Templo. 2. Pl. Casa; habitação; quarto (A.R. Monteiro, obs. pes.). Referências: Gil-Santana HR, Brockmann E, Alencar J (2021) The correct pronunciation of the generic name Aedes, to which Aedes aegypti belongs. An Acad Bras Cienc 93: e20201012. |
Ailton R. Monteiro e Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP) |
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ISEB 2023 / 1
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117 |
Ephestia kuehniella Zeller, 1879 é o nome válido para a traça-da-farinha, uma mariposa (Lepidoptera: Pyralidae: Phycitinae) cujas larvas atacam vários produtos armazenados. Em 1879, Zeller nomeou esta espécie Ephestia kuehniella. Heinrich (1956) criou o gênero Anagasta para conter E. kuehniella devido algumas das características de seus adultos e imaturos diferirem dos demais representantes do gênero Ephestia Guenée, 1845. A partir de então algumas publicações (e.g. Roesler 1973) e sítios eletrônicos (e.g. CABI 2022) consideram Anagasta como um subgênero de Ephestia. No último Checklist do grupo, Shaffer (1995) ratifica que Anagasta é sinônimo de Ephestia e, portanto, o nome a ser utilizado é Ephestia kuehniella Zeller, 1879. Referências: CABI (2022) CABI Invasive Species Compendium, Datasheet Ephestia kuehniella (Mediterranean flour moth). https://www.cabi.org/isc/datasheet/21412. Accessado 4 Novembro 2022. Heinrich C (1956) American moths of the subfamily Phycitinae. Bull US Natl Mus 207: 1–581. Roesler RU (1973) Trifine Acrobasinae. In: Amsel HG, Gregor F, Reisser H (eds.) Microlepidoptera Palaearctica 4. Fromm, Vienna, Austria. Shaffer JC (1995) Phycitinae. In: Heppner JB (ed) Atlas of Neotropical Lepidoptera, Vol. 3 - Checklist: Part 2 - Hyblaeoidea - Pyraloidea - Tortricoidea. Scientific Publishers, Association for Tropical Lepidoptera, Gainesville, pp. 93–105. |
Alexandre Specht & Ranyse Barbosa Querino da Silva (Embrapa) |
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ISEB 2022 / 3
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116 |
A traça-do-tomateiro foi descrita originalmente no gênero Phthorimaea Meyrick, sendo denominada P. absoluta Meyrick, 1917. Povolný (1994) transferiu a espécie para o gênero Tuta Kieffer & Jörgensen e, desde então, o nome T. absoluta (Meyrick, 1917) tem sido usado para essa praga do tomateiro. Entretanto, com base em uma análise cladística da morfologia, Corro Chang & Metz (2021) propuseram a reclassificação de T. absoluta no gênero original, restabelecendo a combinação Phthorimaea absoluta Meyrick, 1917. Referências: Corro Chang PE, Metz MA (2021) Classification of Tuta absoluta (Meyrick, 1917) (Lepidoptera: Gelechiidae: Gelechiinae: Gnorimoschemini) based on cladistic analysis of morphology. Proc Entomol Soc Wash 123(1): 41–54. Povolný D (1994) Gnorimoschemini of southern South America VI: identification keys, checklist of Neotropical taxa and general considerations (Insecta, Lepidoptera, Gelechiidae). Steenstrupia 20(1): 1–42. |
R.A. Zucchi (ESALQ)
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ISEB 2022 / 3
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115 |
O taquinídeo, Trichopoda pennipes (Fabricius, 1781), parasitoide de várias espécies de percevejos-praga da soja, apresenta ampla distribuição geográfica e grande variação morfológica. Os espécimes da América do Norte ao sudeste do Brasil diferem dos espécimes da Argentina e do sul do Brasil. Estes últimos têm sido identificados como T. giacomellii (Blanchard, 1966). Entretanto, com base na ampla variação morfológica e na falta de características precisas e não sobrepostas para separar os espécimes dessas regiões, T. giacomellii foi considerado sinônimo júnior de T. pennipes. Contudo, estudos moleculares poderão revelar se T. pennipes é uma espécie ou um complexo de espécies. Referência: Dios RVP, Nihei SS (2020) Taxonomic revision of the genus Trichopoda Berthold, 1827 (Diptera: Tachinidae: Phasiinae), with emphasis on Neotropical fauna. Zootaxa 4870(1): 001–104. |
R.A. Zucchi (ESALQ)
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ISEB 2022 / 2 |
114 |
O tripes-do-amendoim foi por décadas referido como Enneothrips flavens Moulton, 1941. Entretanto, em artigo recente que aborda a correta identificação da espécie por meio de taxonomia integrativa, Lima et al. (2022) concluíram que a principal praga do amendoim no Brasil era na verdade uma espécie nova, recém-descrita como Enneothrips enigmaticus Lima et al., 2022. Dessa forma, E. enigmaticus é o nome correto a ser utilizado para se referir a esse inseto, sendo E. flavens uma identificação errônea. Referência: Lima EFB, Alencar ARS, Nanini F, Michelotto MD, Correa AS (2022) “Unmasking the villain”: integrative taxonomy reveals the real identity of the key pest (Thysanoptera: Thripidae) of peanuts (Arachis hypogaea) in South America. Insects 13: 120. https:// doi.org/10.3390/insects13020120 |
Élison F.B. Lima Universidade Federal do Piauí (efblima@ufpi.edu.br)
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ISEB 2022 / 1
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113 |
Sharkey (2007) classificou Scelionidae e Platygastridae em uma única família, argumentando que Scelionidae era um táxon parafilético. Assim, Scelionidae passou a fazer parte de Platygastridae. Contudo, Chen et al. 2021, baseados em análises morfológicas, filogenômicas e filogenéticas com quatro marcadores moleculares, revalidaram o status de família de Scelionidae. Referências: Sharkey MJ (2007) Phylogeny and classification of Hymenoptera. Zootaxa 1668: 521–548. Chen H, Lahey Z, Talamas E, Valerio AA, Popovici A, Musseti L, Klopen H, Polaszek A, Masner L, Austin AD, Johnson NF (2021) An integrated phylogenetic reassessment of the parasitoid superfamily Platygastroidea (Hymenoptera: Proctotrupomorpha) results in a revised familial classification. Syst. Entomol. 46: 1088-1113. |
Valmir A. Costa (Instituto Biológico) e Ana Wengrat (ESALQ/USP) |
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ISEB 2021 / 4
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112 |
Toxotrypana Gerstaecker, 1860 foi sinonimizado com Anastrepha Schiner, 1868 (v. Nom. Entomol. 102, ISEB março/2019). Entretanto, como o nome Toxotrypana tem prioridade sobre Anastrepha, uma proposta de precedência de Anastrepha sobre Toxotrypana foi submetida à Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica. Essa Comissão, por meio da Opinião 2479 (Caso 3772), conservou o uso atual de Anastrepha, revertendo condicionalmente sua precedência em relação ao sinônimo sênior Toxotrypana. Entre as espécies de Toxotrypana, transferidas para Anastrepha, está a mosca-do-mamão, cujo nome válido é Anastrepha curvicauda (Gerstaecker, 1860). Referências: International Commission on Zoological Nomenclature (2021). Opinion 2479 (Case 3772) – Anastrepha Schiner, 1868 (Insecta, Diptera, Tephritidae): usage by conditional reversal of precedence with respect to Toxotrypana Gerstaecker, 1860). Bull Zool Nomencl 78: 149–151. Norrbom AL, Barr NB, Kerr P, Mengual X (2019) Case 3772 – Anastrepha Schiner, 1868 (Insecta, Diptera, Tephritidae): Proposed precedence over Toxotrypana Gerstaecker, 1860. Bull Zool Nomencl 75: 165–169. Norrbom AL, Barr NB, Kerr P, Mengual X, Nolazco N, Rodriguez EJ, Steck GJ, Sutton BD, Uramoto K, Zucchi RA (2018). Synonymy of Toxotrypana Gerstaecker with Anastrepha Schiner (Dip., Tephritidae). Proc Entomol Soc Wash 120(4):834–841. |
Roberto A. Zucchi (ESALQ/USP)
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ISEB 2021 / 4
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111 |
Erythrogonia sinvali é uma espécie nova de cigarrinha da tribo Cicadellini (Hemiptera, Cicadellidae) e está associada a pomares de oliveira localizados no município de Maria da Fé (MG), na Serra da Mantiqueira. Erythrogonia possui cerca de 90 espécies conhecidas e é considerado o maior gênero de Cicadellini do Novo Mundo. O novo táxon foi descrito em homenagem ao Prof. Dr. Sinval Silveira Neto (ESALQ/USP); possui cerca de 7 milímetros de comprimento e é um potencial vetor da bactéria Xylella fastidiosa. Referências: Froza JA, Quintas V, Mejdalani G (2021) A new species of Erythrogonia Melichar, 1926 (Insecta: Hemiptera: Cicadellidae: Cicadellini) from the Mantiqueira mountain range, southeastern Brazil, associated with olive orchards. Zootaxa 4996(2): 374–382. |
Joyce A. Froza (ESALQ/USP), Victor Quintas e Gabriel Mejdalani (MNRJ/UFRJ) |
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ISEB 2021 / 3 |
110 |
Desde a década de 1990 populações da espécie de besouro Cyclocephala signaticollis Burmeister, 1847 (Coleoptera: Melolonthidae: Dynastinae) foram erroneamente identificadas como Cyclocephala flavipennis Arrow, 1914, sendo comumente encontradas em áreas naturais e cultivadas na região Sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai. Em todos os casos o nome C. flavipennis foi erroneamente utilizado e replicado na literatura subsequente até 2017. Cherman & Grossi (2020) detectaram o erro e o corrigiram a fim de atualizar a nomenclatura deste táxon para fins de manejo integrado, uma vez que em algumas regiões C. signaticollis foi reportada como praga de pastagens perenes. Ressalta-se ainda, que recentemente C. flavipennis foi sinonimizada com Cyclocephala sanguinicollis Burmeister, 1847 por Ratcliffe et al. (2020). Referências: Cherman, M. A. & P. C. Grossi 2020. A crop pest species of Cyclocephala Dejean (Coleoptera: Melolonthidae: Dynastinae) misidentified for over twenty years in Southern Brazil. Bragantia, 79(3), 372–376. Ratcliffe, B. C., R. D. Cave & A. Paucar-Cabrera 2020. The dynastine scarab beetles of Ecuador (Coleoptera: Scarabaeidae: Dynastinae). Bulletin of the University of Nebraska State Museum, 32: 1–586 |
Pachoal C. Grossi |
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ISEB 2021 / 2 |
109 |
Com base em análises moleculares e morfológicas, o gênero Diaphorina foi transferido de Liviidae para Psyllidae. Portanto, o psilídeo-asiático-dos-citros, Diaphorina citri Kuwayama, 1908 é classificado novamente na família Psyllidae. Referência. Burckhardt D, Ouvrard D, Percy DM (2021) An updated classification of the jumping plant-lice (Hemiptera: Psylloidea) based on molecular and morphological evidence. European Journal of Taxonomy, 736, 137–182. |
Roberto A. Zucchi |
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ISEB 2021 / 1 |
108 |
Trichopria anastrephae Lima, 1940 tem sido registrada como parasitoide de pupas de moscas-das-frutas no Brasil. Embora a descrição original seja bem ilustrada e detalhada, há dúvidas no reconhecimento dessa espécie, principalmente pela falta de uma revisão das espécies neotropicais do gênero. Portanto, é mais apropriado usar Trichopriasp. aff. Anastrephae para esse diapriídeo parasitoide de moscas-das-frutas, até que sua identidade seja esclarecida. Referência. Shimbori EM, Costa VA, Zucchi RA(2020). Annotated checklist and illustrated key to parasitoids (Hymenoptera: Diapriidae, Eulophidae and Pteromalidae) of fruit flies (Diptera, Tephritidae) in Brazil. Zootaxa, 4858(1), 53-70. |
E.M. Shimbori, V.A. Costa & R.A. Zucchi
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ISEB 2020 / 3 |
107 |
O gênero Dichelops Spinola inclui três subgêneros (Dichelops, Diceraeus Dallas e Prodichelops Grazia). O subgênero Diceraeus compreende as espécies conhecidas vulgarmente como percevejos barriga-verde, sendo que Dichelops (Diceraeus) furcatus e D. (Diceraeus) melacanthus são consideradas pragas emergentes de várias culturas no Brasil e em outros países da América do Sul. Em recente estudo filogenético, testando a monofilia de Dichelops com base em caracteres morfológicos, o gênero resultou parafilético. Os caracteres propostos como diagnósticos para os subgêneros eram compartilhados com outros táxons. Desta forma, Diceraeus foi elevado a gênero e, como consequência, a nomenclatura das espécies em questão passou a ser: Diceraeus furcatus (Fabricius, 1874) e Diceraeus melacanthus Dallas, 1851. Referências: 1) Grazia J (1978) Revisão do gênero Dichelops Spinola, 1837 (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatomini). Iheringia, Série Zoologia 53: 3-119. 2) Barão KR, Ferrari A, Grazia J (2020) Phylogenetic analysis of the Euschistus group (Hemiptera: Pentatomidae) suggests polyphyly of Dichelops Spinola, 1837 with the erection of Diceraeus Dallas, 1851, stat. rev. Austral Entomology (early view). |
Kim R. Barão e Jocelia Grazia |
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ISEB 2020 / 2 |
106 |
Tradicionalmente, Myrmeleontidae e Ascalaphidae foram agrupadas como famílias distintas em Myrmeleontoidea (Insecta: Neuroptera. Mesmo com diferenças aparentes de biologia, comportamento e morfologia de larvas e adultos em espécies derivadas de ambos os grupos, algumas espécies tidas como mais basais apresentam características morfológicas e comportamentais intermediárias que dificultavam a sua classificação. Trabalhos filogenéticos focados em resolver a complexa história evolutiva destes dois grupos tradicionais têm constantemente demonstrado que Myrmeleontidae e Ascalaphidae são grupos parafiléticos um em relação ao outro (Wang et al. 2017; Winterton et al. 2010; 2018). Recentemente, um trabalho baseado em dados filogênomicos comprovou que ascalafídeos são na verdade uma subfamília derivada de Myrmeleontidae. Dessa forma, Myrmeleontidae está atualmente dividida em quatro subfamílias: Ascalaphinae, Dendroleontinae, Myrmeleontinae e Nemoleontinae (Machado et al. 2019). Referências Machado RJP, Gillung JP, Winterton SL, Garzón-Orduña IJ, Lemmon AR, Lemmon EM, Oswald JD (2019) Owlflies are derived antlions: anchored phylogenomics supports a new phylogeny and classification of Myrmeleontidae (Neuroptera). Systematic Entomology, 44: 418–450. Wang Y, Liu X, Garzón-Orduña IJ, Winterton SL, Yan Y, Aspock U, Aspock H, Yang D (2017) Mitochondrial phylogenomics illuminates the evolutionary history of Neuropterida. Cladistics, 33: 617–636. Winterton SL, Hardy NB, Wiegmann BM (2010) On wings of lace: phylogeny and Bayesian divergence time estimates of Neuropterida (Insecta) based on morphological and molecular data. Systematic Entomology, 35: 349–378. Winterton SL, Lemmon AR, Gillung JP, Garzón-Orduña IJ, Badano Bakkes KD, Breitkreuz LCV, Engel MS, Lemmon EM, Liu,X, Machado RJP, Skevington JH, Oswald JD (2018) Evolution of lacewings and allied orders using anchored phylogenomics (Neuroptera, Megaloptera, Raphidioptera). Systematic Entomology, 43: 330–354. |
Renato Jose Pires Machado
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ISEB 2020 / 1 |
105 |
The vedalia beetle, Rodolia cardinalis (Mulsant) the voracious predator of Icerya purchasi Maskell and the most common example of classical biological control cited in entomology textbooks (e.g., Gullan & Cranston 2014; Johnson, & Triplehorn 2005) was formally transferred to Novius Mulsant, 1846, as Novius cardinalis (Mulsant) by Pang et al. (2020). According to these authors, the synonymy of Rodolia Mulsant and Anovia Casey with Novius was earlier proposed by Forrester (2008) because of its priority over Rodolia Mulsant, 1850, but she suggested conserving the latter because of stability. However, the “reversal of precedence” (ICZN article 23.9) requires that the senior synonym (in this case Novius) has not been used as a valid name after 1899, but this was not the case. As a result, Novius has priority over Rodolia and Anovia and they should be treated as junior synonyms. References: Forrester JA (2008) Sacred systematics: the Noviini of the world (Coleoptera: Coccinellidae) (PhD thesis). Athens, GA: University of Georgia. Gullan PJ, Cranston PS (2014) The Insects: An Outline of Entomology. 5 ed. Wiley-Blackwell. Johnson NF, Triplehorn CA (2005) Borror and DeLong's Introduction to the Study of Insects. Belmont, CA: Thompson Brooks/Cole. Pang H, Tang XF, Booth RG, Vandenberg N, Forrester J, Mchugh J, Slipinski A. (2020) Revision of the Australian Coccinellidae (Coleoptera). Genus Novius Mulsant of Tribe Noviini. Annales Zoologici 70: 1–24. |
Takumasa Kondo e Guillermo F. González Santiago |
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ISEB 2019 / 4 |
104 |
Tradicionalmente os cupins eram classificados como uma ordem separada (Isoptera). A proximidade com as baratas já era conhecida há muito tempo, e todas as filogenias recentes têm confirmado que o grupo-irmão dos cupins é Cryptocercidae, uma família de baratas. A tendência é tratar os cupins como parte da ordem Blattaria (=Blattodea). A preferência dos termitologistas é classificar os cupins como Infraordem Isoptera (Krishna et al. 2013). Porém, muitos autores têm tratado os cupins como epifamília Termitodae. Por enquanto não existe consenso entre essas duas alternativas e ambas estão em uso. As famílias continuam as mesmas. Referência: Krishna, K.; Grimaldi, D.A.; Krishna, V.; Engel, M.S. (2013) Treatise on the Isoptera of the world. Bulletin of the American Museum of Natural History 377: 1–2704. |
Reginaldo Constantino
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ISEB 2019 / 2 |
103 |
As identidades de dois morfotipos de braconídeos muito similares a Doryctobracon areolatus (Szépligeti), parasitoides de moscas-das-frutas, foram esclarecidas por meio de análises morfométrica e molecular. Os morfotipos representam duas espécies – D. whartonie D. adaimei – ambas descritas por Marinho & Penteado-Dias (2017). As análises revelaram também que D. areolatus corresponde a um complexo de espécies crípticas. Referência. Marinho, C. F., Cônsoli, F. L., Penteado-Dias, A. M., Zucchi, R. A. 2017. Description of two new species closely related to Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) (Hymenoptera, Braconidae), based on morphometric and molecular analyses. Zootaxa 4353(3): 467-484. |
Claudia F. Marinho & Roberto A. Zucchi
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ISEB 2019 / 1
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102 |
O gênero Toxotrypana Gerstaecker, 1860 foi colocado em sinonímia com Anastrepha Schiner, 1868, baseado em análises filogenéticas. Embora Toxotrypana seja o nome sênior, Anastrepha foi reconhecido como válido em razão da importância econômica de suas espécies. A mudança dos nomes de muitas espécies de Anastrepha causaria instabilidade na nomenclatura e problemas à entomologia aplicada. Uma proposta foi submetida à Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica para validade do nome Anastrepha. O nome da mosca-do-mamão é Anastrepha curvicauda (Gerstaecker, 1860), que com outras sete espécies anteriormente em Toxotrypana, formam atualmente o grupo curvicauda do gênero Anastrepha. Referência. Norrbom, A.L., Barr, N.B., Kerr, P., Mengual, X., Nolazco, N., Rodriguez, E.J., Steck, G.J., Sutton, B.D., Uramoto, K. & Zucchi, R.A. 2018. Synonymy of Toxotrypana Gerstaecker with Anastrepha Schiner (Dip., Tephritidae). Proceedings of the Entomological Society of Washington 120(4):834-841. |
Roberto A. Zucchi
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ISEB 2018 / 4 |
101 |
Cyrtomenus bergi Froeschner and C. mirabilis (Perty), which are species of economic interest and widely distributed in the Neotropics, do not have clear morphological differentiation, raising questions about the correctness of identifications made up to this point and even the validity of these species. Taxonomic problems, such as species delimitation and identification, can benefit from different approaches, bringing complementary tools and information to establish species status. Different sources (morphology, distribution, linear, and geometric morphometry) demonstrate overlap of the geographic distribution and the lack of quantitative and qualitative morphological differences, supporting C. bergi as a junior synonym of C. mirabilis; studies on this important species of pest should consider only the latter as a valid species. |
José Mauricio Avendaño, Kim Ribeiro Barão, Jocelia Grazia, and Cristiano Feldens Schwertner
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ISEB 2018 / 2 |
100 |
Os nomes Chilocorus nigrita e Chilocorus nigritus têm sido ambos utilizados para designar a mesma espécie de joaninha (Coleoptera: Coccinellidae), predadora de cochonilhas em várias partes do mundo. A espécie foi originalmente descrita por Fabricius, em 1798, como Coccinella nigrita, e posteriormente transferida de gênero, o que justificaria a flexão do epíteto específico para o masculino. No entanto, “nigrita” corresponde a um substantivo, e não a um adjetivo e, de acordo com as regras do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, a terminação de um substantivo não muda quando combinado com um novo epíteto genérico de outro gênero (masculino ou feminino). Portanto, o nome correto da espécie é Chilocorus nigrita (Fabricius, 1798). Referência: Samways, M.J. 1989. Climate diagram and biological control: an example from the areography of the ladybird Chilocorus nigritus (Fabricius, 1798) (Insecta, Coleoptera, Coccinellidae). Journal of Biogeography 16: 345-351. |
Elio C. Guzzo e Izabel V. Souza |
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ISEB 2018 /1 |
99 |
O gênero de percevejos marrons Euschistus Dallas (Hemiptera: Pentatomidae) compreende espécies do novo Mundo. Euschistus era composto por quatro subgêneros, no entanto, após uma análise filogenética utilizando dados morfológicos e moleculares Bianchi et al. (2017), o subgênero Mitripus Rolston foi reconhecido como duas linhagens distintas fora de Euschistus. Mitripus passa a receber status de gênero, incluindo as espécies M. acutus (Dallas), M. convergens (Herrich-Schäffer) e M. legionarius (Breddin); ainda foi proposto Adustonotus Bianchi para incluir as espécies A. anticus (Stål), A. grandis (Rolston), A. hansi (Grazia), A. irroratus (Bunde, Mendonça & Grazia), A. latus (Dallas), A. paranticus (Grazia), A. saramagoi (Bianchi, Cioato & Grazia)e. A. tauricornis (Stål). Atualmente Euschistus contém 67 espécies (Bianchi et al. 2017). Referências: (1) Bianchi, F.M. Deprá, M. Ferrari, A. Grazia, J. Valente,V.L.S. & Campos A. 2017. Total evidence phylogenetic analysis and reclassification of Euschistus Dallas within Carpocorini (Hemiptera: Pentatomidae: Pentatominae) Systematic Entomology. 42, 399-409. (2) Bianchi, F.M. Barão, K. Grazia, J.2017. Review of the sulcacitus group of Euschistus (Pentatomidae: Pentatominae: Carpocorini) with description of the internal female genitalia and a new species. Zootaxa. 4362(3), 348-358. Filipe Michels Bianchi e Jocélia Grazia |
Filipe Michels Bianchi e Jocélia Grazia |
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ISEB 2017 /1 |
98 |
O bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis Boheman, 1843 (Coleoptera: Curculionidae) tem como um de seus principais inimigos naturais o ectoparasitoide de larvas Catolaccus grandis (Burks, 1954) (Hymenoptera: Pteromalidae). Gibson (2013) estudou os gêneros dos pteromalíneos Lyrcus Walker 1842, Catolaccus Thomson 1878, Eurydinoteloides Girault 1913, Trimeromicrus Gahan 1914 e Jaliscoa Boucek 1993, reavaliando e redefinindo seus limites, para melhor refletir suas características morfológicas. Nove das 13 espécies de Catolaccus do Novo Mundo foram transferidas para outros gêneros, dentre elas C. grandis. Portanto, Jaliscoa grandis (Burks, 1954) é o nome válido para esse importante parasitoide do bicudo-do-algodoeiro. Referência: Gibson, G.A.P. 2013. Revision of the species of Jaliscoa Boucek within a review of the identity, relationships and membership of Jaliscoa, Catolaccus Thomson, Eurydinoteloides Girault, Lyrcus Walker and Trimeromicrus Gahan (Hymenoptera: Pteromalidae). Zootaxa 3612: 1-85. http://dx.doi.org/10.11646/zootaxa.3612.1.1. |
Valmir Antonio Costa |
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ISEB 2016/ 2 |
97 |
No final da década de 1960, verificou-se que nos canaviais do Nordeste do Brasil havia outra espécie de broca-da-cana-de-açúcar, além da conhecida Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera: Crambidae). Exemplares enviados ao Museu de Londres foram identificados como Diatraea flavipennella Box, 1931, nome pelo qual a broca-da-cana do Nordeste passou a ser referida na literatura. Recentemente, Solis & Metz (2016) revisaram as espécies do gênero Diatraea Guilding, 1828, examinando as genitálias de machos e fêmeas dos espécimes-tipo, e estabeleceram várias sinonímias, entre as quais, que D. flavipennella é sinônimo júnior de D. impersonatella (Walker, 1863). Portanto, o nome válido para a broca-da-cana-de-açúcar, comum no Nordeste do Brasil e predominante no estado de Alagoas, é Diatraea impersonatella (Walker, 1863). Referência: Solis, M.A.; Metz, M.A. 2016. An illustrated guide to the identification of the known species of Diatraea Guilding (Lepidoptera: Crambidae: Crambinae) basedon genitalia. ZooKeys 565: 73-121. |
Elio C. Guzzo e Roberto A. Zucchi. |
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96 |
As duas espécies de pulgões-pretos pragas dos citros no Brasil têm sido classificadas no gênero Toxoptera Koch, 1856. Entretanto, esse gênero foi considerado subgênero de Aphis L., 1758. Portanto, os nomes válidos dos pulgões-pretos-dos-citros são Aphis (Toxoptera) aurantii Boyer de Fonscolombe, 1841 e Aphis (Toxoptera) citricidus (Kirkaldy, 1907). Referências: (1) Kim, H. & Lee, S. 2008. A molecular phylogeny of the tribe Aphidini (Insecta: Hemiptera: Aphididae) based on the mitochondrial tRNA/COII, 12S/16S and the nuclear EF1a genes. Systematics Entomology, 33, 711–721. (2) Lagos, D.M., Voegtlin, D.J., Coeur d’acier, A. & Giordano, R. 2014. Aphis (Hemiptera: Aphididae) species groups found in the Midwestern United States and their contribution to the phylogenetic knowledge of the genus. Insect Science 21, 374–391. (3) Wang, J.F. & Qiao, G.X. 2009. DNA barcoding of genus Toxoptera Koch (Hemiptera: Aphididae): Identification and molecular phylogeny inferred from mitochondrial COI sequences. Insect Science, 16, 475–484. (4) Favret, C. Aphid Species File. Version 5.0/5.0. [retrieval date]. <http://Aphid.SpeciesFile.org>. Acesso em: 4 mar. 2016. |
Marcus Vinicius Sampaio |
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ISEB 2016 / 1 |
95 |
Com base em análises molecular e morfológica, o gênero Chloridea foi revisado e algumas espécies de Heliothis, entre elas H. virescens (Fabricius) (lagarta-da-maçã-do-algodoeiro), foram transferidas para o gênero Chloridea. Portanto, o nome válido dessa praga agrícola é Chloridea virescens (Fabricius, 1777). Ref. Pogue, M.G. 2013. Revised status of Chloridea Duncan and (Westwood), 1841, for the Heliothis virescens species group (Lepidoptera: Noctuidae: Heliothinae) based on morphology and three genes. Systematic Entomology 38:523–542, 2013. |
Cecília Czepak e Roberto A. Zucchi |
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ISEB 2015/4 |
94 |
O tripes-do-guaraná foi descrito da Amazônia brasileira como Liothrips adisi Zur Strassen, 1978. Entretanto, após revisão taxonômica do gênero Pseudophilothrips Johansen, 1979, que é próximo de Liothrips Uzel, 1895, a espécie-praga foi transferida de gênero e, portanto, deve ser referida como Pseudophilothrips adisi (Zur Strassen, 1978). Referência: Mound, L.A., Wheeler, G. & Williams, D.A. 2010. Resolving cryptic species with morphology and DNA; thrips as a potential biocontrol agent of Brazilian peppertree, with a new species and overview of Pseudophilothrips (Thysanoptera). Zootaxa 2432: 59-68. |
Élison Fabrício B. Lima |
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ISEB 2015/3 |
92 |
A vaquinha-do-feijoeiro (Chrysomelidae, Galerucinae) tem recebido diversas denominações: Cerotoma arcuatus (Oliver, 1791), Cerotoma tingomariana Bechyné, 1951 ou Cerotoma arcuatus tingomarianus Bechyné, 1951. A espécie, originalmente descrita como Cerotoma tingomariana por Bechyné (1951), foi transferida para o gênero Andrector por Bechyné (1956); Cerotoma arcuata também foi alocada em Andrector, daí o uso do epíteto específico arcuatus. No catálogo de Wilcox (1972), consta a subespécie Cerotoma arcuata tingomariana Bechyné, 1951. Portanto, enquanto o material-tipo descrito por Bechyné não seja examinado para estabelecer o status desse táxon, recomenda-se usar do nome subespecífico Cerotoma arcuata tingomariana Bechyné, 1951. Ref. Wilcox, J. A. 1972. Coleopterorum Catalogus. Supplementa (Chrysomelidae: Galerucinae, Luperini: Diabroticina and Aulacophorina). 2 ed., s'-Gravenhage, W. Junk, v.78(1), 220 p. |
Luciano de A. Mura |
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ISEB 2015/2 |
93 |
Tradicionalmente, o gênero Blissus era classificado na família Lygaeidae, subfamília Blissinae. Henry (1997, 2009), por meio de análise filogenética dos grupos de famílias da infraordem Pentatomorfa, concluiu que a família Lygaeidae é polifilética e, assim, a subfamília passou ao status de família Blissidae. Referências: (1) Henry, T. J. Phylogenetic analysis of family groups within the Infraorder Pentatomorpha (Hemiptera: Heteroptera), with emphasis on the Lygaeoidea. Ann. Entomol. Soc. Americ. 90: 275-301, 1997. (2) Henry, T. J. Biodiversity of Heteroptera. In: Foottit, R. & Adler. P. (eds.). Insect biodiversity: science and society. Oxford, UK: Wiley-Blackwell Publishing, 2009. 632p |
José R. Valério e Thomas J. |
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ISEB 2013/2 |
90 |
A subfamília Erebinae foi elevada à categoria de família. Assim, Alabama argillacea (curuquerê-do-algodoeiro). Anticarsia gemmatalis (largata-da-soja) e Mocis latipes (curuquerê-dos-capinzais), entre outras pragas, que eram classificadas em Noctuidae). Atualmente, pertencem a família Erebidae. Ref. Zahiri, R. et al. 2012. Molecular Phylogenetic of Erebidae (Lepidoptera, Noctuoidea). Systematic Entomology 37: 102-124. |
R. A. Zucchi, S. Silveira Neto & J. R. P. Parra |
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ISEB 2013/1 |
89 |
A superfamília Psylloidae (Hemiptera, Sternorrhyncha) foi dividida em oito famílias. Assim, os principais “psilídeos” de importância econômica pertencem atualmente às famílias Liviidae (Diaphorina citri, psilídeo-asiático-dos-citros). Aphalaridae (Glycaspis brimblecombei, psilídeo-de-concha) e Triozidae (Triozoida limbata, psilídeo-de-goiabeira). Portanto nenhuma das principais pragas pertence à família Psyllidae. Ref. Burckhardt, D. & Ouvrard. D. 2012. A revised classification of the jumping plant-lice (Hemiptera: Psylloidea). Zootaxa 3509:1-34. |
P. T. Yamamoto & R.A Zucchi |
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ISEB 2012/4 |
88 |
Apesar de Pseudoplusia ter sido considerado subgênero de Chrysodeixis por Kitching (1987) [v. Nomen. Entomol. 8, ISEB 22(1), 1997], a falsa- medideira, lagarta que ataca a soja, continuou sendo denominada, na literatura brasileira, como P. includens (Walker, 1857). Entretanto, em 2003, Pseudoplusia foi considerado sinônimo júnior de Chrysodeixis. Portanto, o nome válido para essa praga da soja é Chrysodeixis includens (Walker, 1857). Referências: (1) Goater, B. et al. 2003. Noctuidae Europeae, Soro: Entomological Press, v.10. 452 p.[não consultado]. (2) Kitching, I.A. 1987. Spectables and Silver YS: a synthesis of the systematics, cladistics and biology of the Plusiinae (Lep., Noctuidae). Bulletin of the British Musem (Natural History), Entomology Series 54(2):75-261, 1987 [não consultado]. |
Roberto A. Zucchi
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ISEB 2012/3 |
87 |
O nome científico do percevejo-do-maracujá é Holhymenia clavigera (Herbst, 1784), pois o nome válido do gênero é Holhymenia e não Holymenia, como pode ser encontrado na literatura. De fato, Holymenia Burmeister, 1835 é sinônimo júnior de Holhymenia Lepeletier & Serville, 1825. Referências: (1) Livermore, L.J.R. et al. Coreoidea Species File Online. Version 1.1/4.0. <http://Coreoidea. SpeciesFile. org>. Acesso em junho/ 2012. (2) Neave, S.A. 1939. Nomenclator Zoologicus, vol. II, p.672 e 678. (3) Silva, A.G.d’A. et al. 1968. Quarto catálogo dos insetos que vivem sobre as plantas, parte II, 1o tomo, p. 44. |
Roberto A. Zucchi
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ISEB 2012/2 |
86 |
A borboleta Ascia monuste orseis (Godart, 1819) ou curuquerê-da-couve, como é conhecida essa praga das crucíferas, pertence à família Pieridae. A autoria dessa subespécie tem sido frequentemente atribuída a Linnaeus (1764) ou a Latreille (1819) na bibliografia agrícola. Entretanto, o autor da subespécie é Jean Baptiste Godart, que a descreveu em 1819, no gênero Pieris Schrank, 1801, como parte da enciclopédia editada por Latreille & Godart (1819). Posteriormente, foi transferida para o gênero Ascia Scopoli, 1777 e considerada subespécie de Ascia monuste (Linnaeus, 1764). Referências: (1) Gallo, D. et al. 2002. Entomologia Agrícola. Piracicaba, FEALQ, 920p. (2) Latreille, P. A & J. B. Godart. 1819. Encyclopédie Méthodique. Histoire naturelle. Entomologie, ou histoire naturelle des crustacés, des aracnides et des insects.Paris, veuve Agasse. 328p. (3) Lamas, G. 2004. Checklist:Part 4A. Hesperioidea – Papilionoidea. In: J. B. Heppner (ed.) Atlas of Neotropical Lepidoptera 5A. Gainesville, Scientific Publishers/ Association for Tropical Lepidoptera, 439p. |
Marcelo Duarte |
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ISEB 2012/1 |
85 |
Corecoris Hann, 1833 é sinônimo júnior de Spartocera Laporte, 1832. Portanto, o nome válido para o percevejo-do-fumo é Spartocera dentiventris Berg, 1833, ressaltando-se que o nome do autor da espécie e o ano da descrição original não são entre parênteses. Referências: (1) Livermore, L.J.R., Lemaître, V.A., Dolling, W.R. & Webb, M.D. Coreoidea Species File Online. Version 1.1/4.0. <http://Coreoidea. SpeciesFile. org>. Acesso em fevereiro/2012. (2)Packauskas, R.2010. Catalog of the Coreidae, or Leaf-Footed Bugs, of the New World. Fort Hays Studies, Fourth Series, Number 5, 270 p. [não consultado]. |
R.A.Zucchi |
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ISEB 2011/6 |
84 |
O nome válido da broca-da-teca ou broca-conígera é Sinoxylon unidentatum (Fabricius, 1801). Portanto, Sinoxylon conigerum Gerstäcker, 1855, frequentemente encontrado na literatura, é sinônimo júnior. É espécie comum na Índia e está difundida nos trópicos. No Brasil, foi detectada pela primeira vez em madeira de teca, goiabeira e gonçaleiro em Cuiabá e Várzea Grande (MT), onde está estabelecida. Referências: (1) Borowski, J. & Wegrzynowicz, P. 2007. World Catalogue of Bostrichidae (Coleoptera). Wydawnictwo Mantis. Olsztyn, Poland, 247p. (2) MATO GROSSO (Estado). Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso. Portaria Conjunta SEDRAF/ INDEA - MT Nº 01/2011 de 30 de maio de 2011. Estabelece normas para o Programa de Prevenção e Controle da Broca Conígera (Sinoxylon conigerum) no Estado de Mato Grosso. (3) Fisher, W.S. 1950. A revision of the North American species of beetles belonging to the family Bostrichidae. Misc. Publ. U.S. Dep. Agr. n. 698, 157p. (4) Peres Filho, O. et al. 2006. First record of Sinoxylon conigerum Gerstäcker (Coleoptera: Bostrichidae) in Brazil. Neotrop. Entomol. 35(5): 712-3. |
Édson P. Teixeira |
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ISEB 2011/5 |
83 |
Megaderus stigma Linnaeus, 1758, o cerambicídeo perfurador de cabos telefônicos, foi transferido para o gênero Neomegaderus Monné, 2006, pois o nome genérico Megaderus Dejean, 1821 (Insecta) estava pré-ocupado por Megaderus Rafinesque, 1815 (Pisces). Assim, o nome válido é Neomegaderus stigma (Linnaeus, 1758). Referência: Monné, M.A., 2006. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Neotropical Region. Part III. Subfamilies Parandrinae, Prioninae, Anoplodermatinae, Aseminae, Spondylidinae, Lepturinae, Oxypeltinae, and addenda to the Cerambycinae and Lamiinae. Zootaxa, 1212: 1-244. |
Miguel Monné |
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ISEB 2011/4 |
82 |
Elateridae, Conoderini Fleutiaux, 1919 (gênero tipo: Conoderus Eschscholtz, 1829) é um homônimo júnior de Conoderini Schönherr, 1833 (gênero-tipo: Conoderes Schönherr, 1833), correntemente usado em Curculionidae. O radical Conoder- é o mesmo para ambos os gêneros. Para Elateridae, na literatura recente tem sido aceito, em substituição de Conoderini, o nome supragenérico Oophorini Gistel, 1848 (gênero-tipo Oophorus Eschscholtz, 1833, sinônimo de Aeolus Eschscholtz, 1829). O gênero Conoderus Eschtz., 1829 (Elateridae) não é homônimo de Conoderes Schönherr, 1833 (Curculionidae), sendo, portanto, nome válido. Convém ressaltar que a mudança do nome supragenérico em Elateridae não justifica a mudança do nome genérico Conoderus Eschscholtz, 1829 para Monocrepidius Eschscholtz, 1829, que continua sendo seu sinônimo júnior. Resumindo, a classificação desse grupo é a seguinte: Coleoptera, Elateridae, Agrypninae, Oophorini (com vários gêneros, entre eles Conoderus Eschscholtz,1829). Referências: (1) Alonso-Zarazaga, M. A. & Lyal, C. H. C. 1999. A World Catalogue of Families and Genera of Curculionoidea (Insecta: Coleoptera) (excepting Scolytidae and Platypodidae). 315 pp. Entomoptaxis, S. C. P., Barcelona. (2) Bouchard, P. et al. 2011. Family-group names in Coleoptera (Insecta). Zookeys 88: 1-972. (3) Fleutiaux, E. 1919. Elateridae, Trixagidae et Melasidae. In Voyage de Ch. Alluaud et R. Jeannel en Afrique orientale (1911–1912). Résultats scientifiques, Insectes Coleoptera. Vol. 13, Léon Lhomme, Paris, pp. 1–119 + pl. 8. |
Cleide Costa |
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ISEB 2011/3 |
81 |
Notozulia entreriana (Berg, 1879) (Hemiptera, Cercopidae) é o nome válido para a cigarrinha-das-pastagens que, por muito tempo, foi denominada Zulia entreriana (Berg, 1879). A mudança do nome ocorreu porque o subgênero Notozulia Fennah foi elevado à categoria de gênero, com base na morfologia do pós-clípeo e da genitália do macho. Referências: (1) Carvalho, G. S. 1995. Cercopídeos neotropicais: redescrição de Notozulia Fennah, stat. n. (Auchenorrhyncha: Cercopidae). Anais da Sociedade Entomológica do Brasil 24(2): 385- 388. (2) Carvalho, G. S. & Webb, M. D. 2005. Cercopid spittle bugs of the New World (Hemiptera, Auchenorrhyncha, Cercopidae), p.80. Pensoft Publishers, 273p. (3) Paladini, A., Carvalho, G. S. & Valério, J.R. 2008. Ultraestructure and redescription of Notozulia entreriana (Berg) (Hemiptera: Cercopidae). Neotropical Entomology 37(5): 552-557. |
José R. Valério e Gervásio S. Carvalho |
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ISEB 2011/2 |
80 |
Dorcacerus Dejean, 1821 (Col., Cerambycidae) é o nome genérico válido, embora na literatura encontra-se também Dorcadocerus Germar, 1824. Portanto, o nome correto da coleobroca da goiabeira e jabuticabeira, entre outras, é Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790). Referências: (1) Monné, M. A. 2005. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Neotropical Region. Part I. Subfamily Cerambycinae. Zootaxa 946, 765 p. (2) Monné, M. A. & Bezark, L. G. 2009. Checklist of the Cerambycidae, or longhorned beetles (Coleoptera) of the Western Hemisphere. 153 p. Disponível em www.cerambycoidea.com/titles/monnebezark2009.pdf. (acessado em 18/02/2011). |
Miguel A. Monné e Valmir A. Costa |
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ISEB 2011/1 |
79 |
A cochonilha-australiana ou pulgão-branco, Icerya purchasi Maskell, era incluída na família Margarodidae sensu Morrison (1928). Entretanto, atualmente é reconhecido que essa família representa 11 famílias, em razão da aceitação dos minuciosos estudos do falecido Dr. Jan Koteja, que elevou as tribos ou subfamílias de Morrison ao status de famílias. Essa grande mudança na classificação é discutida em detalhes na revisão de Gullan & Cook (2007). Nessa classificação revisada, Monophlebidae é o nome correto da família de I. purchasi e a família Margarodidae está restrita a 10 gêneros de pérolas-da-terra (Ben-Dov et al. 2011). Não há evidências para reconhecer as subespécies de I. purchasi e, assim, o nome I. purchasi citriperda Hempel e outros trinômios não devem ser usados. Referências: (1) Morrison, H. 1928. A classification of the higher groups and genera of the coccid family Margarodidae. United States Department of Agriculture Technical Bulletin 52: 1-239. (2) Gullan, P.J. & Cook, L.G. 2007. Phylogeny and higher classification of the scale insects (Hemiptera: Sternorrhyncha: Coccoidea). Zootaxa 1668: 413-425. (3) Ben- Dov, Y., Miller, D.R. & Gibson, G.A.P. 2011. ScaleNet. www.sel.barc.usda.gov/scalenet/scalenet.htm (acessado em 17/02/2011). |
Penny Gullan e Takumasa Kondo (trad. Roberto A. Zucchi) |
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ISEB 2010/6 |
78 |
Com base na análise filogenética de Platygastroidea realizada por Murphy et al. (2007), Sharkey (2007) considerou Scelionidae e Platygastridae sinônimos. Como Platygastridae é o nome mais antigo, esse é o nome válido para a família desses micro-himenópteros. Referências: (1) Murphy, N. P., Carey, D., Castro, L. R., Dowton, M. & Austin, A. D. 2007. Phylogeny of the platygastroid wasps (Hymenoptera) based on sequences from the 18S rRNA, 28S rRNA and cytochrome oxidase I genes: implications for evolution of the ovipositor system and host relationships. Biological Journal of the Linnean Society 91: 653- 669. (2) Sharkey, M. J. 2007. Phylogeny and classification of Hymenoptera.Zootaxa 1668: 521-548. |
Valmir A. Costa |
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ISEB 2010/5 |
77 |
Praelongorthezia praelonga (Douglas, 1891) (Hemiptera, Ortheziidae) é o nome válido para a cochonilha dos citros tradicionalmente denominada Orthezia praelonga Douglas, 1891. Referências: (1) Kozár, F. 2004. Ortheziidae of the World. Plant Protection Institute, Hungarian Academy of Sciences, Budapest, Hungary. 525 p. (não consultado). (2) Miller, D.R., Denno, B.D. & Gimpel, M.E. 2001. ScaleNet, Praelongorthezia praelonga. http://www.sel.barc.usda.gov/catalogs/ orthezii/ PraelongortheziaAll.htm (acessado em 6/out./2010). |
J. R. P. Parra e R. A. Zucchi |
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ISEB 2010/4 |
76 |
Lincus bipunctatus (Spinola, 1850) (Hemiptera: Heteroptera: Pentatomidae) é o nome científico correto de Lincus croupius Rolston, 1983, uma das espécies transmissoras da murcha de fitomonas em coqueiros e palmeiras no norte da América do Sul, doença também conhecida como hartrot, marchitez sorpressiva, fatal wilt, murcha do coqueiro e murcha de cedros. A proposta de conservação do nome L. croupius sobre seu sinônimo sênior foi recusada pela Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica. Referências: (1) Rolston, L.H. 1992. Lincus Stål, 1867 (Insecta, Heteroptera): proposed conservation, and Lincus croupius Rolston, 1983: proposed conservation of the specific name. Bulletin of Zoological Nomenclature 49: 19-21. (2) Anonymous. 1993. Lincus Stål, 1867 (Insecta, Heteroptera): conserved; L. croupius Rolston, 1983: specific name not conserved. Bulletin of Zoological Nomenclature 50: 246-247. (3) Mitchell, P.L. 2004. Heteroptera as vectors of plant pathogens. Neotropical Entomology 33: 519-545. (4) Grazia, J. & L.A. Campos. 2010. Neotropical Pentatomidae (Insecta: Hemiptera: Heteroptera) of the collection of Massimiliano Spinola preserved in the “Museo Regionale de Scienze Naturali”, Turin, Italy. Zoologia 27: 413-424. |
Luiz Alexandre Campos |
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ISEB 2010/3 |
75 |
Neomegalotomus parvus (Westwood, 1842) (Hemiptera, Heteroptera, Alydidae) é o nome científico correto da espécie popularmente conhecida como “percevejo-formigão” ou “percevejo-manchador-dos-grãos”, “praga” especialmente em plantações de feijão. Uma recente proposta de sinonímia com Neomegalotomus simplex (Westwood, 1842), baseando-se na suposta prioridade deste nome, não encontra suporte no Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, pela inexistência de qualquer artigo mandatório que estabeleça a prioridade de um nome, que tenha sido publicado no mesmo trabalho do seu suposto sinônimo júnior, em página precedente. Referências: (1) Westwood, J.O. 1842. A catalogue of Hemiptera in the collection of the Rev. F.W. Hope, with short Latin descriptions of the new species. Journal Bridgewater 1842, 2: 1-26. (2) Schaffner, J.C. & C.W. Schaefer. 1998. Neomegalotomus new genus (Hemiptera: Alydidae: Alydinae). Annals of the Entomological Society of America 91: 395–396. (3) Schaefer, C.W. 2007. The correct name of the neotropical soybean bug (Hemiptera: Alydidae). Neotropical Entomology 36: 320-321. (4) Nemésio, A. 2007. “Page priority” does not exist in the Code: Neomegalotomus parvus (Westwood, 1842) has precedence over Neomegalotomus simplex (Westwood, 1842) (Hemiptera, Heteroptera, Alydidae). Zootaxa 1524: 57-59. (5) Schaefer, C.W. & I. Ahmad. 2008. A revision of Neomegalotomus (Hemiptera: Alydidae). Neotropical Entomology 37: 30-44 |
André Nemésio |
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ISEB 2010/1 |
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Phereoeca uterella (Walsingham, 1897) (Lepidoptera: Tineidae) é a combinação correta para a espécie popularmente conhecida como traça- das-roupas ou traça-das-paredes, em alusão aos hábitos e habitats de suas larvas, que vivem dentro de um tipo de casulo achatado e fusiforme. A mudança de gênero ocorreu em 1956, quando Hinton & Bradley descreveram Phereoeca e designaram Tineola uterella como espécie- tipo. Referências: (1) Kea, J.W. 1933. Food habits of Tineola uterella. Florida Entomologist 17: 66. (2) Hinton H.E & J.D. Bradley. 1956. Observations on species of Lepidoptera infesting stored products. XVI: Two new genera of clothes moths (Tineidae). The Entomologist 89: 42- 47. (3) Davis, D.R. 1984. Tineidae, p. 19-24. In: Heppner, J.B. (ed.). Atlas of Neotropical Lepidoptera. Checklist: Part 1. Micropterigoidea - Immoidea. Gainesville, Association for Tropical Lepidoptera/ Scientific Publishers. 112 p |
Marcelo Duarte |
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ISEB 2009/6 |
73 |
O gênero Paratheresia Townsend, 1915 foi colocado em sinonímia com Billaea Robineau-Desvoidy, 1830 por Wood (1987). Portanto, o nome válido do taquinídeo, parasitóide da broca-da-cana-de-açúcar, é Billaea claripalpis (Wulp, 1896). Referências: (1) Wood, D.M. 1987. Tachinidae, p.1193-1269. In: McAlpine, J.F. (ed.). Manual of Nearctic Diptera. Vol. 2. Ottawa, Agriculture Canada Research Branch, Monograph 28. (2) O’Hara, J.E. & D.M. Wood. 1998. Tachinidae (Diptera): nomenclatural review and changes, primarily for America North of Mexico. The Canadian Entomologist 130: 751-774. |
Silvio S. Nihei |
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ISEB 2009/5 |
72 |
Os exemplares de Opius com tíbia posterior amarelada, que parasitam moscas-das-frutas no Brasil, têm sido denominados Opius sp. ou Opius sp. aff. bellus, pois não se sabe se representam uma espécie ou uma variação intraespecífica de Opius bellus (tíbia posterior escurecida nas extremidades). Entretanto, estudos morfométricos e moleculares confirmaram que esses exemplares são coespecíficos. Portanto, o nome do parasitóide é Opius bellus Gahan, 1930. Referência: Marinho, C.F. 2009. Análises morfométricas e moleculares de espécies de Doryctobracon Enderlein e Opius Wesmael (Hymenoptera: Braconidae), parasitóides de moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae). Tese de doutorado, ESALQ/USP, 140p. |
Cláudia F. Marinho & Roberto A. Zucchi |
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ISEB 2009/4 |
71 |
O vasto gênero Trachyderes foi dividido por Huedepohl (1985) em vários novos gêneros, como Retrachydes (monotípico), criado para as três subespécies de Trachyderes thoracicus. Portanto, o nome válido para a broca de várias frutíferas de importância econômica, comumente denominada Trachyderes thoracicus (Olivier, 1790), é Retrachydes thoracicus thoracicus (Olivier, 1790). Referências: (1)Huedepohl, K.-E. 1985. Revision der Trachyderini (Coleoptera, Cerambycidae, Cerambycinae). Ent. Arb. Mus. G. Frey 33/34: 1-167. (2) Monné, M.A. 2005. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Neotropical Region. Part I. Subfamily Cerambycinae. Zootaxa 946: 1-765. (3) Monné, M.A. & Hovore, F.T. 2006. Checklist of the Cerambycidae, or longhorned wood-boring beetles, of the Western Hemisphere. Rancho Dominguez, BioQuip, 394 p. |
Ubirajara R. Martins |
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ISEB 2009/3 |
70 |
Diversas espécies de crisopideos do gênero Ceraeochrysa ocorrem abundantemente em agroecossistemas da região Neotropical, onde desempenham importante papel no controle de pragas. Uma delas, Ceraeochrysa cornuta (Navás, 1925), era considerada sinônimo júnior de Ceraeochrysa cincta (Schneider, 1851). Entretanto, em recente estudo no Museu Nacional de História Natural de Paris, onde está depositado o lectótipo de C. cornuta (localidade-tipo: Niterói, RJ), verificou-se que essa é idêntica a Ceraeochrysa caligata (Banks, 1946) e não a C. cincta. Portanto, pelo princípio da prioridade, C. cornuta passa a ser o nome válido para C. caligata. Referências: (1) Adams, P.A. & N.D. Penny. 1985. Neuroptera of the Amozon Basin. Part 11a. Introduction and Chrysopini. Acta Amazonica 15:413-479. (2)Brooks, S.J. & P.C Barnard. 1990. The green lacewings of the world: a generic review (Neuroptera: Chrysopidae). Bull. Br. Mus. Nat. Hist. 59: 117-286. (3) Legrand, J., C.A. Tauber, G.S. Albuquerque & M.J. Tauber.2008. Navás’ type and nontype, specimens of Crysopidae in the MNHN, Paris [Neuroptera]. Revue fr. Ent. (N.S.) 30:103-183. |
Gilberto S. Albuquerque |
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ISEB 2009/2 |
69 |
Crocidosema aporema (Walsingham, 1914) é o nome válido (sinônimo sênior) para a broca-das-axilas, praga da soja. Portanto, o nome Epinotia aporema (Walshingham, 1914), comum na literatura nacional, não deve ser usado (sinônimo júnior). Referência: Powell, J.A., J. Razowski & R.L. Brown. 1995.Tortricidae: Olethreutinae, p. 151-157. In: Heppner,J.B. (ed.) Atlas of Neotropical Lepidoptera, Checklist Part lI: Hyblaeoidea-Pyraloidea -Tortricoidea. Association for Tropical Lepidoptera, Scientific Publishers, Gainesville, FL. |
Roberto A. Zucchi |
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ISEB 2009/1 |
68 |
O gênero Stethorus Weise, 1885 (Coleoptera: Coccinellidae) possui mais de uma centena de espécies distribuídas em todo o mundo. Pang & Mao (1975) criaram o subgênero Parastethorus para descrever Stethorus (Parastethorus) yunnanensis. Slipinski (2007) elevou Parastethorus a gênero. Tanto Stethorus quanto Paratethorus possuem numerosas espécies distribuídas em todo o mundo, inclusive no Brasil, e são predadores principalmente de ácaros tetraniquídeos encontrados em diversas culturas, como cereais, pinheiros, frutíferas e plantas ornamentais. Stethorus e Parastethorus podem ser distinguidos pela disposição das cerdas dorsais e forma da linha pós-coxal. Referências:(1) Pang, X-f & J. Mao. 1975. Important natural enemies of the tetranychid mites Stethorus Weise. Acta Entomologica Sinica, 18:418-24. (2) Slipinski, A. 2007. Australian ladybird beetles (Coleoptera: Coccinellidae): their biology and classification. ABRS, Canberra. 288 p. |
Lucia Massutti de Almeidas |
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ISEB 2008/3 |
67 |
Os limites entre os gêneros Gitona Meigen, 1830 e Rhinoleucophenga Hendel, 1917(Diptera, Drosophilidae) não estão ainda totalmente esclarecidos, mas a tendência atual é assumir que ambos sejam válidos, sendo o primeiro formado por espécies do Velho Mundo e da Austrália, e o segundo, limitado às espécies do Novo Mundo. Assim, recomenda-se que o drosofilídeo predador da cochonilha Orthezia praelonga Douglas, 1891 (Hemiptera, Ortheziidae), praga de várias plantas de interesse econômico, especialmente de citros, originalmente descrito no gênero Gitona, seja atualmente citado como Rhinoleucophenga brasiliensis (Costa Lima, 1950). Referências: (1) Bächli, G., Vilela, C.R., Andersson Escher, S. & Saura, A. 2004. The Drosophilidae (Diptera) of Fennoscandia and Denmark. Fauna Entomologica Scandinavica,v.39,362 p.Brill,Leiden.(2)Brake,I.& Bächli,G.2008.Drosophilidae (Diptera).In: World Catalogue of Insects 9: 1-412. |
Carlos R. Vilela |
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ISEB 2008/2 |
66 |
Com base no princípio da prioridade, o nome Ulidiidae tem prevalência sobre Otitidae. Portanto, a mosca-da-espiga - Euxesta sp. - praga secundária do milho pertence à família Ulidiidae e não à família Otitidae, como tem sido usado tradicionalmente. As subfamílias Otitinae e Ulidiinae são válidas. Referências: (1) Kameneva, E.P. & Komeyev, VA. Holarctic genus Pseudoseioptera Stackelberg (Diptera: Ulidiidae (= Otitidae). Part 1. Phylogenetic relationships and taxonomic position.Journal of the Ukrainian entomological Society 1(2) (1993):65-72, 1994.(2) Kameneva,E.P.& Korneyev,V.A. Myennidini,a new tribe of the subfamily Otitinae (Diptera: Ulidiidae),with discussion of the suprageneric classification of the family. ln Freidberg A.(ed.): Biotaxonomy of Tephritoidea. LazerPubl., Jerusalem,pp. 493- 582,2006. |
Roberto A. Zucchi |
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65 |
A grafia Calligo tem sido usada em algumas publicações brasileiras, entretanto, o nome correto do gênero, que reúne várias pragas da bananeira, é Caligo. Ref. Neave, S.A.Nomenclator Zoologicus, vol. 1,p. 526, 1939. |
MarcosA.A. LimaeRobertoA.Zucchi |
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ISEB 2008/1 |
64 |
Uma revisão sobre a validade do nome Cydia pomonella (L.) (traça-da-maça) – e não Laspeyresia pomonella (L.) - , foi publicada recentemente. Na publicação é também apresentada a revisão da nomenclatura de Bonagota salubricola (Meyrick). A validade desse nome, em vez de B. cranaodes (Meyrik), já havia sido apresentado no Nom. Entomol. 56 (ISEB 31/2,2006). Ref. Brown, J.W. Scientific names of pest species in Tortricidae (Lepidoptera) frequently cited erroneously in the entomological literature. American Entomologist 52(3): 182-189,2006. |
Roberto A. Zucchi |
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63 |
Retificação. O ano da descrição de Lophocampa citrina é 1852 e não 1952, como foi publicado no Nom. Entomol. 62. Portanto, o nome correto da borboleta-amarela-da-mamona é Lophocampa citrina (Sepp, [1852]) (Lepidoptera, Arctiidae). |
José A. Teston |
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ISEB 2007/3 |
62 |
O gênero Thalesa Schaus, 1896 é sinônimo de Lophocampa Harris, 1841 e, assim, todas as suas espécies foram transferidas para esse gênero. Portanto, o nome correto para a borboleta-amarela-da-mamona é Lophocampa citrina (Sepp, [1952]) (Lepidoptera, Arctiidae). Referência: Watson, A. & Goodger, D.T. 1986. Catalogue of the Neotropical tiger-moths. Occasional Papers on Systematic Entomology 1:1-71. |
José A. Teston |
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61 |
O gênero Palleucothrips Hood, 1956, descrito com base na espécie única – P. musae Hood, 1956 - é sinônimo de Bradinothrips Hood, 1954. Portanto, o nome correto da espécie-praga da bananeira é Bradinothrips musae (Hood, 1956). Referência. Mound, L.A. & Marullo, R. 1996. The thrips of Central and South America: an introduction (Insecta: Thysanoptera). Memoirs on Entomology Intemational 6: 1-487. |
Renata C. Monteiro Cônsoli |
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ISEB 2007/2 |
60 |
Até recentemente, o psilídeo-da-goiabeira era referido na literatura brasileira como Triozoida sp., entretanto, o nome científico dessa praga é Triozoida limbata (Enderlein, 1918 ). Referência. F.M.S. Dalberto et al. 2004. Flutuação populacional do psilídeo-da-goiabeira, Triozoida limbata (Hemiptera: Psyllidae) na região de Londrina, PR. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, 25(2): 87-92. |
Roberto A. Zucchi |
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ISEB 2007/1 |
59 |
As alterações propostas para os nomes científicos de várias espécies de Castniidae incluem nomes de espécies de importância agrícola: a)Telchin licus licus (Drury, 1773) é o nome válido da broca-gigante-da-cana e Castnia licus – nome consagrado na literatura agrícola – é sinônimo júnior. b)Castnia invaria volitans Lamas, 1995 é nome válido e Castnia icarus (Cramer, [1775]), que tem sido usado para a broca-do-abacaxi, é sinônimo júnior. c) Eupalamides cyparissias cyparissias (Fabr., 1776) é nome válido e Eupalamides dedalus (Cramer, [1775]) e Castnia dedalus (Cramer, [1775]), que têm sido usados para a broca-do-dendezeiro, são sinônimos juniores (a grafia daedalus é errada). Referência: Lamas, G. 1995. A critical review of J.Y. Miller’s checklist of the Neotropical Castniidae (Lepidoptera). Rev. per. Ent. 36:73-87. |
Roberto A. Zucchi, S. Silveira Neto e José Maurício S. Bento |
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ISEB 2006/3 |
58 |
As espécies americanas de percevejos-verdes relacionadas em Acrosternum Fieber pertencem ao gênero Chinavia Orian. Acrosternum inclui apenas espécies das regiões Paleártica e Oriental. Chinavia reúne espécies das regiões Afrotropical, Neártica e Neotropical. Este é um dos gêneros mais diverso de Pentatomidae e mais próximo filogeneticamente de Nezara. Algumas espécies de Chinavia são pragas de plantas cultivadas, inclusive no Brasil. Referências: 1. Schwertner, C.F. Filogenia e classificação dos percevejos-verdes do grupo Nezara Amyot &Serville, 1843 (Hemiptera, Pentatomidae). Tese de doutorado, UFRGS, 253p. Disponivel em www.biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital/ Acesso em 17/un/2006. 2. Schwertner, C.F. & Grazia, J. 2006. Descrição de seis novas espécies de Chinavia (Hemiptera, Pentatomidae) da America do Sul. Iheringia 96:237-248. |
Cristiano F. Schwertner e Jocélia Grazia |
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ISEB 2006/2 |
57 |
Em 1994, o bicho-furão-dos-citros passou a ser denominado Ecdytolopha aurantiana (Lima, 1927). Entretanto, o status do nome original foi revisado e restabelecido. Portanto, o nome correto dessa importante praga dos citros é novamente Gymnandrosoma aurantianum Lima, 1927. Ref. Adamski, D. & J.W. Brown. Systematic revision of the Ecdytolopha group of genera (Lepidoptera: Tortricidae: Grapholitini) in the New World. Entomologica scandinavica/Insect Systematics &Evolution, Suppl.58, 86p. |
Luciana G. Hoffmann e Helio Corseuil |
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56 |
Bonagota cranaodes (Meyrik, 1937) é sinônimo júnior de B. salubricola (Meyrick, 1931). Portanto, o nome correto da lagarta-enroladeira-da-macieira é Bonagota salubricola. Ref. Brown, J.W. & J. Razowski. Description of Ptychocroca, a new genus from Chile and Argentina, with comments on the Bonagota Razowski group of genera (Lepidoptera: Tortricidae: Euliini). Zootaxa 302: 1-31,2003. |
Iris Beatriz Scatoni |
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ISEB 2006/1 |
55 |
O gênero Odontosema é representado por duas espécies – Odontosema albinerve Kieffer, 1910 e O. anastrephae Borgmeier, 1935 -, ambas parasitóides de moscas-das-frutas (Tephritidae e Lonchaeidae). Entretanto, esses nomes são sinônimos. Portanto, O. albinerve é o nome válido para a única espécie desse gênero. Referência. Guimarães, J.A. et al. 2005. Contribution to the systematic of Odontosema Kieffer (Hymenoptera: Cynipoidea: Figitidae). Trans. Am. Entomol. Soc. 131(3+4): 457-461, 2005. |
J. A. Guimarães |
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ISEB 2005/3 |
54 |
Diaspidiotus perniciosus(Comstock, 1881), descrita originalmente no gênero Aspidiotus, combinação proposta por Cockerell (1899) e revalidada por Danzig e Pellizzari (1998), é o nome atualmente válido (Bem-Dov,2005) para o piolho-de-são-josé. Esta espécie possui uma série extensa de sinonímias. Tradicionalmente na Entomologia Agrícola brasileira, tem sido referida como Quadraspidiotus perniciosus, combinação proposta por Ferris (1938) é revisada por Borchsenius (1966). Referências: 1. Comstock, J.H. Report of the Entomologist. Reportof the Commissioner of Agriculture, United States Department of Agriculture, p. 304, 1881. 2.Cockerell, T.D.A. Article VII. –First supplement to the check-list of the Coccidae. Bulletin of the Illinois State Laboratory of Natural History, Illinois,p.389, 1899 3. Ferris, G.F. Series 2. Palo Alto: Stanford University Press,1938. 4.Borchsenius, N.S. A catalogue of the armored scale insects (Diaspidoidea) of the world. Moscow: Zoologicheskii Institut, Atlas of the scale insects of north America. 1966. 5. Danzig, E.M.; Pellizzari, G. Diaspididae. In: Kozár, F. (Ed.). Catalogue of Palaearctic Coccoidea. Plant Protection Institute. Budapest: Hungarian Academy of Sciences, 1998. P. 172-370. 6.Ben-Dov, Y. ScaleNet, Diaspidiotus perniciosus. Disponível em www.sel.barc.usda.gov/catalogs/diaspidi/Diaspidiotusperniciosus.htm Acesso em: 21/out./2015. |
Vera R.S. Wolff |
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ISEB 2005/2 |
53 |
Pachycrepoideus vindemmiae (Rondani, 1875) é a grafia correta do nome deste pteromalídeo parasitóide de pupas de dípteros ciclorrafos, embora o epíteto específico vindemiae (com um único m) seja mais frequente na literatura. Referência. Boucek, Z. On the Chalcidoidea (Hymenoptera) described by C. Rondani. Redia, 55: 271-272,1974. |
Valmir A. Costa |
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ISEB 2005/1 |
52 |
A cigarrinha-do-mamoeiro é uma espécie do grupo solana referida como Empoasca sp. Entretanto, o grupo solana foi elevado ao status de gênero e denominado Solanasca. Portanto, o nome válido da cigarrinha-do-mamoeiro é Solanasca bordia (Langlitz, 1964), originalmente descrita como Empoasca bordia Langlitz. Referências: 1. Ghaury, M.S.K. 1974. The solana-group of Empoasca Walsh (Homoptera, Cicadelloidea): its generic status and a new species from pawpaw. Bull. Entomol. Res. 63:425-429.2. Martins, D.S. & M.P. Culik. 2005. Occurrenceof the green leafhopper of papaya, Solanasca bordia (Langlitz) (Hemiptera: Cicadeíloidea), in Brazil. Neotrop. Entomol. 34(1):131-132. |
R. A. Zucch |
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ISEB 2004/3 |
51 |
Scaptocoris carvalhoi Becker, 1967 é o nome válido (sinônimo sênior) para o cidnideo praga de pastagens tratado na literatura recente como Atarsocoris brachiariae Becker, 1996 (sinônimo júnior). Ref. Grazia, J et al. 2004. Arranjos taxonômicos e nomeclaturais em Scaptocorini (Hemiptera: Cydnidae, Cephalocteinae). Neotropical Entomology 33(4):511-512. |
Jocelia Grazia |
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ISEB 2004/2 |
50 |
Coptotermes gestroi (Wasmann, 1896) é o nome válido (sinônimo sênior) para a espécie de cupim introduzido no Brasil tradicionalmente denominada Coptotermes havilandi Holmgren, 1911 (sinônimo júnior). Ref.Kirton, L.G. &V.K. Brown. 2003. The taxonomic status of pest species of Coptotermes in Southeast Asia: resolving the paradox in the pest status of the termites, Coptotermes gestroi, C. havilandi and C. travians (Isoptera: Rhinotermitidae). Sociobiology 42(1):43-63. |
Euripedes B. Menezes |
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ISEB 2004/1 |
49 |
Há muita confusão na nomenclatura das cochonilhas do gênero Lepidosaphes Shimer, 1868 (espécie-tipo: Lepidosaphes conchiformis Shimer, por monotipia). Segundo Balachowsky (1954), Mytilococcus Amerling, 1858 é nomen nudum. Borchsenius (1963, 1966) dividiu o grupo em dez gêneros: Paralepidosaphes Borchsenius, 1962; Parainsulaspis Borchsenius, 1963; Lepidosaphes Shimer, 1868; Pistaciaspis Borchsenius, 1963; Cornimytilus Borchsenius, 1963; Cornuaspis Macgillivray, 1921; Eucornuaspis Borchsenius, 1963; Mytilaspis Targioni-Tozzeti, 1868; Insulaspis Mamet, 1950; Pinomytilus Borchsenius, 1963. Entretanto, Takagi (1970) e Danzig &Pellizari (1998) não aceitaram a divisão do gênero e Veilleux et al. (2003) consideraram apenas Lepidosaphes como nome válido. Todavia, Claps, Wolff & González (2001) seguiram a sistemática de Borchsenius (1963) e,portanto, os nomes válidos para as principais espécies de importância agrícola seriam Cornuaspis beckii (Newman, 1869), Insulaspis gloverii (Packard, 1869) e Lepidosaphes ulmi (L., 1758). Referências: 1.Borchsenius, N.S. On the revision of the genus Lepidosaphes. Shirmer (Coc-coidea, Homoptera, Insecta). Zoological Institute, Academy of Sciences of the USSR. 8: 1161-1174,1963.2. Borchsenius, N.S. A catalogue of the armored scale insects (Diaspidoidea) of the world. Moscow: Zoologicheskii Institut, 1966. 3. Claps, L. E.; WolfI,VR.S.; González, R.H. Catálogo de Ias Diaspididae (Hemiptera: Coccoidea) exóticas de Ia Argentina, Brasil y Chile. Rev. Soco. Entomol. Argent. 60(1-4): 9-34,2001. 4.Veilleux, K., Miller, D.R. & Ben-Dov, Y. ScalenetBasis: Advanced Research Division. Disponível em: <http//www. sel.barc.usda.gov/scalenet> Acesso em: 26/ novembro/ 2003. |
Vera R. S. Wolff |
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ISEB 2003/3 |
48 |
Muitas das espécies de moscas-das-frutas pertencentes ao gênero Dacus foram transferidas para o gênero Bactrocera (anteriormente um subgênero). O gênero Dacus ainda é válido, mas as espécies de importância econômica encontram-se agora no gênero Bactrocera, entre as quais está a mosca-da-carambola, B. carambolae Drew & Hancock, 1994 (única espécie do gênero registrada no continente americano). Referências: (1) Drew, R.A.I. 1989. The tropical fruit flies (Diptera: Tephritidae: Dacinae) of the australasian and Oceanian regions. Memoirs of the Queensland Museum, vol. 26, 521 p. (2)Drew, R.A.I. & D.L. Hancock. 1994. The Bactrocera dorsalis complexo of fruit flies (Dptera: Tephiritidae: Dcinae) in Asia. Bull. Entomol. Res., Supplement Series no. 2, 68 p. (3)White, I. & M.M. Elson-Harris. 1994. Fruit flies of economic significance: their identification and bionomics. CAB International, 601 p. |
R. A. Zucchi |
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ISEB 2003/2 |
47 |
Pinnaspis minor (Maskell, 1885) (Hemiptela; Díaspididae), referida em Silva et al. (1968:178), é um erro de identificação segundo Borchsenius (1966:114). As espécies que ocorrem no Brasil são Pinnaspis aspidistrae (Signoret, 1869) e Pinnaspis strachan (Cooley, 1899) Referências: (1) Borchsenius, N.S. A catalogue of the armored scale insects (Diaspidoida) of the world. Moscow: Zoologicheskii Institut, 1966; (2)Claps, L. E..; Wolff, Vera R.S.; González, R.H. Catálogo de Ias Diaspididae (Hemiptera Coccoidea) exóticas de la Argentina, Brasil y Chile. Rev. Soc. Entomol. Argent. 60(1-4): 9-34,2001; (3) Gibson, G.; J. Read. SCALENET BASIS: Advanced Research Division. Disponível em: <http//www.sel.barc.usda.gov/scalenet>Acesso em: 27 maio 2003; (4) Silva, A. G. d&araujo et al. Quarto catálogo dos insetos que vivem nas plantas do Brasil. Seus parasitos e predadores. Rio de Janeiro: Ministério da Agriculíma, 1968. |
Vera R.S. Wolff |
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ISEB 2003/1 |
46 |
Parlatoria ziziphi (Lucas, 1853), descrita originalmente no gênero Coccus, sobre Ziziphus pinnachristi foi grafada erroneamente por Cockerell (1900) e por Fernald (1903) como Parlatoria ziziphus. Verifica-se que atualmente ainda ocorrem citações com este erro. Referências: (1) Cockerell, T.D.A. 1900. Table to separate the commoner scales (Coccidae) of the orange. Memonas de la Sociedad Científica "Antonio Alazte" 13:349-351; (2) Fenald, M.E. A catalogue of Coccidae of the world. Massachusetts: Carpenter & Morehouse, 1903.360p; (3) Borchsenius, N.S. A catalogue of the armored scale insects (Diaspidoidea) of the world. Moscow: ZoologicheskiiInstitut, 1966.452p; (4) Gibson, G. & J. Read. 2003. SCALENET.BASIS:Advanced Research Division. www.sel.barc.usda.gov/scalenet. |
Vera R.S. Wolff |
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Maruca testulalis (Geyer, 1832), uma praga das leguminosas de distribuição mundial, foi sinalizada com Maruca vitrata (Fabricius, 1787) por Munroe (1995). Na página 69 do seu trabalho, M. testulalis é alistada e tratada como sinônimo junior de M vitrata. Portanto, M vitrata é o nome válido, embora M testulalis não esteja assinalada como sinônimo novo. Eugene Mumroe disse-me que Michael Chaffer (Museu de História Natural, Londres) chamou-lhe a atenção sobre essa sinonímia.Ref.Ref. Munroe, E. 1995. Pyraustinae. In: Heppner, J.B. ed., Atlas ofNeotropic Lepidoptera, Checklist: Part 2, Association of Tropical Lepidoptera, Gainesville, Florida. 243 p. |
M. Alma Soiis (tradução RA. Zucahl) |
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ISEB 2002/3 |
44 |
Apesar de na página de rosto do trabalho de John D. Pinto sobre as espécies norte-americanas de Trichogramma consta o ano 1998, para fins de prioridade, a data correta é a da contracapa, 6 January 1999 (date issued). Assim, a espécie registrada no Brasil, em ovos de Anticarsia gemmatalis, é T. lassallei Pinto, 1999 (não 1998). O mesmo é válido para as demais espécies descritas no trabalho e para a citação em referências bibliográficas. Ref.Pinto, J.D. 1999. Systematics of the North American species of Trichogramma Westwood (Hymenoptera: Trichogrammatidae). Entomological Society of Washington, 287 p. (Memoirs 22). |
R.A. Zucchi |
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Recentemente, em consulta à bibliografia nacional sobre pragas da soja, verificou-se a citação do percevejo-verde Acrosternum hilare (Fabricius, 1775) (sic) para o Brasil. De fato, o autor dessa espécie é Say (1832), que a descreveu dentro do gênero Pentatoma, e sua distribuição é restrita a uma parte da região Neártica (EUA e sudeste do Canadá), onde, em alguns locais, é importante praga da soja. Na região Neotropical, cerca de 60 espécies de Acrosternum são conhecidas, algumas delas associadas a diversas plantas cultivadas, entre elas a soja. Dessa forma, os registros de Acrosternum spp. Nessa leguminosa no Brasil tratam-se, na verdade, de espécies nativas que vem utilizando essa planta como hospedeira. Qualquer citação de A. hilare para o Brasil, assim como para a região Neotropical, deve ser desconsiderada, pois a presença desta espécie nessa região é bastante improvável. Referências. (1) Rolston, L.H. 1983. J. New York entomol. soc. 91:97-176 (para distribuição de A.hilare). (2)Frey-da-Silva & Grazia, 2001. Iheringi, ser. Zool 90:107-126 (para identificação de Acrostenum spp. no Brasil) |
C. F. Schwertner & J. Grazia |
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ISEB 2002/2 |
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A cigarrinha vetora da clorose variegada dos citros (CVC), referida no Brasil como Acrogonia terminalis ou Acrogonia sp., corresponde a uma espécie recentemente descrita, denominada Acrogonia citrina Marucci & Cavichioli, 2002. Ref. Marucci, R.C., R.R. Cavichioli & R.A. Zucchi. 2002. Espécies de cigarrinhas (Hemiptera, CicadeIlidae. Cicadellinae) em pomares de citros da região de Bebedouro. SP. com descrição de uma nova espécie de Acrogonia Stal. Revista Brasileira de Entomologia 46(2):149-1 64. |
R.A. Zucchi |
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ISEB 2002/2 |
41 |
Os crisopídeos dos agro-ecossistemas brasileiros pertencem a 81 espécies (41 novas), distribuídas em 6 gêneros. Apenas 3 espécies do gênero Chrysoperla, que reúne espécies usadas em programas de controle biológico, estão registradas no Brasil, sendo a mais comum C. externa (Hagen). Ref. Freitas, S. de & N.D. Penny. 2001. The green lacewings (Neuroptera: Chrysopidae) of Brazilian Agro-ecosyst. Proc. Calif. Aca Sci. 52(19):245-395,81 fig. |
R.A. Zucchi |
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ISEB 2002/1 |
40 |
Spodoptera albula (Walker, 1857) é onome válido para aespécie anteriormente identificada como "S. sunia Guenée". Esta espécie, denominada originalmente Xylomyges sunia Guenée, 1852, pertence atualmente ao gênero Neogalea. Na fase adulta, S. albula é muito semelhante externamente a S. eridania (Cramer, 1782), sendo necessário o exame da genitália masculina ou feminina para separá-Ias com segurança. Entretanto, essas duas espécies podem ser facilmente separadas pelos caracteres das lagartas. Ref. Poole, R.W. 1989. Lepidopterorum Catalogus (New Series). Noctuidae, fascicle 118, part 2, p. 681 e 922. |
R.A. Zucchi & S. Silveira Neto |
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Spodoptera cosmioides (Walker, 1858) é o nome que deve ser usado para a espécie sul-americana anterior chamada de S. latifascia (Walker, 1856). Spodoptra latifascia distribui-se do Panamá para o norte, incluindo as ilhas do Caribe, enquanto a população ao sul do Panamá, da Colômbia à Argentina, pertence a S. cosmioides, descrita do Pará, e previamente considerada como um sinônimo da primeira, por serem muito parecidas externamente. Ref. Silvain, J.-F. & B. Lalanne-Cassou. 1997. Distinction between Spodoptera latifascia (Walker) and Spodoptera cosmioides (Walker), bona species (Lepidoptera, Noctuidae). Revue fr. Ent. (N.S.) 19(3-4):95-97. |
V.O. Becker |
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ISEB 2001/3 |
38 |
Strymon basilides (Geyer, 1837) (Lep., Lycaenidae) é uma borboleta, descrita originalmente como Tmolus basilides Geyer 1837. Entretanto, vários autores a mencionam como Thecla basalides,mantendo o erro de grafia cometido por Kirby (1871). Recentemente, S. basilides foi considerada sinônimo de Strymon megarus (Godart, [1824]); sendo esta, portanto, a combinação sugerida para essa borboleta, cuja lagarta é praga do abacaxi (broca-do-fruto).Referência: Austin. G.T. & K. Johnson. 1997. Theclinae of Rondônia, Brasil: Strymon Hübner, with descriptions of new species (Lepidoptera: Lycaenidae). Insecta Mundi 11 (3/4):201-235. |
M. Duarte |
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Michaelus jebus (Godart, [1824]) (Lep., Lycaenidae) é o nome correto para borboleta, cujas largatas atacam as vagens do feijoeiro, e não Thecla jebus (Godart,[1819]). Por falta de estudos taxonômicos, muitas espécies neotropicais de Lycaenidae ainda são mantidas como Thecla Fabricius, 1807, gênero-tipo de Theclinae. Mas, Thecla (sensu Eliot, 1973) compreende espécies que não ocorrem na região Neotropical. Referências: Nicolay, S.S. 1979. Studies in the genera of American hairstreak. 5. A review of the Hubnerian genus Parrhasius and description of a new genus Michaelus (Lycaenidae: Eumaeini). Bulletin of the Allyn Museum 56: 1-51. Pereira, R.P. 1988. Genero Michaelus indevidamente designado como Thecla no Brasil. Pesq. agropec. bras. 23(8):937-938 |
M. Duarte |
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ISEB 2001/2 |
36 |
A espécie de Platypodidae (Coleoptera), praga do eucalipto entre outras árvores, comumente referida como Platypus sulcatus Chapuis, 1865 na verdade é Megaplatypus mutatus (Chapuis, 1865). Ref. Wood, S.L. 1983. Revision of the Genera of Platypodidae (Coleoptera). Great Basin Nat. 53:259-281. |
C.A.H. Flechtmam |
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Os gêneros Fabrictilis Osuna, 1984 e Veneza Osuna, 1984 são sinonímias de Leptoglossus Guérin-Ménéville, 1831. Portanto, os nomes corretos para os percevejos de importância agrícola, que haviam sido transferidos para aqueles gêneros são Leptoglossus gonagra (F., 1775) e L. zonatus (Dallas, 1852). Leptoglossus stigma (Herbst, 1784) não havia sido transferida de gênero. Também o gênero Theognis Stal 1862, entre outros, foi considerado sinonímia de Leptoglossus.Ref.Packauskas, R. &C.W. Schaefer. 2001. Clarification of some taxonomic problem in Anisoscelini and Leptoscelini (Hemiptera: Coreidae: Coreinae). Proc. Entomol. Soc. Wash. 103(1):249-256. |
R.A. Zucch |
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ISEB 2001/1 |
34 |
Leucoptera coffeella ou L. coffeellum*. Segundo o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, o nome genérico é sempre um substantivo no nominativo singular. O grego para asa é pteron (sing.), ptera (pl.). No caso de Leucoptera, adotou-se uma terminação latina feminina singular que, por coincidência, é igual ao plural grego. Esse procedimento é muito comum. Por exemplo, a palavra grega stoma (neutra) foi adotada e adaptada de várias maneiras: Rhynchostoma cornigerum (neutro, sem alteração); Sclerostomum edentatum (neutro, com terminação neutra latina), Polystomella crispa (feminino, com terminação de diminutivo), Batrachostomus auritus (masculino). Com pteron temos, por exemplo, balaenoptera acutorostrata (Ferminino) e Miniopterus inflatus (masculino). Além disso, o termo coffeella não pode ser alterado por ser um substantivo (com terminação de diminutivo) usado em aposição. Por conseguinte, tem sempre a mesma forma, com qualquer gênero gramatical. Assim sendo, o nome deve ser Leucoptera coffeella. |
N. Bernardi |
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ISEB 2000/3 |
33 |
Em alguns trabalhos recentes, a cochonilha escama-vírgula (praga dos citros) tem sido denominada Cornuaspis beckii (Newman, 1869). Entretanto, de acordo com o Dr. Douglass R. Miller (USDA, SEL) (inf. pessoal), poucos especialistas concordam com essa combinação; a maioria continua usando o nome científico Lepidosaphes beckii (Newman, 1869) (Hemiptera, Diaspididae). |
R.A.Zucchi |
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ISEB 2000/2 |
32 |
Russell estabeleceu a validade do nome Cerataphis brasiliensis Hempel, 1901 (pulgão que ocorre em palmáceas) e considerou como sinônimo C. palmae (Ghesquière, 1947), C. variabilis Hille Ris Lambers, 1953 e C. fransseni (Hille Ris Lambers, 1933). Duas outras espécies ocorrem em palmáceas – C. formosa Takahashi, registrada em Taiwan e C. lataniae (Boisduval). Contudo, a espécie que ataca orquídea é C. orchidearum (Westwood). Ref. Russell, L.M. 1996. Notes on Cerataphis brasiliensis and synonyms palmae, variabilis and fransseni (Homoptera: Aphididae). With a key to Cerataphis species living on palms and orchids. Proc. Entomol. Soc. Wash. 98(3):439-449. |
R. A. Zucchi |
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No Brasil, Thrips tabaci Lind. Tem sido frequentemente referido como praga inicial do algodoeiro. Entretanto, levantamentos em 30 municípios (cinco Estados) revelaram que a espécie mais comum em algodoeiro é Frankliniella schultzei(Trybom). Duas outras espécies, com poucos exemplares em algumas amostras, também ocorrem na cultura, mas nenhum exemplar de T. tabaci foi coletado. Ref. Monteiro, R.C.; R.A. Zucchi & L.A. Mound. 1998. Thrips tabaci Lind.: É realmente uma praga do algodoeiro no Brasil? An. Soc. Entomol. Brasil 27(3):489-494. |
R. A. Zucchi |
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ISEB 2000/1 |
30 |
A maioria das borboletas do gênero Papilio da região Neotropical pertence atualmente aos gêneros Heraclides e Pterouros. Portanto, o nome do papilionídeo registrado em citros é Heraclides thoas brasiliensis e no abacateiro é Pterourus scamander scamander. O gênero Papilio é válido, mas não para as espécies registradas no Brasil. Ref.Tyler, H.A;K.S. Brown Jr. & K.H. Wilson 1994. Swallotail butterflies of the Americas: a study in biologial dynamics, ecological diversity, biosystematics and conservation. Scientific Publishers, 376p. |
J.A. Teston |
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O nome correto do bicho-mineiro-do-café é Leucoptera coffeellum (Guérin-Méneville & Perrottet, 1842) (Lepidoptera, Lyonetiidae). Perileucoptera Silvestri, 1943 é atualmente considerado sinônimo de Leucoptera Hübner, [1825]. E, como “Leucoptera” é substantivo neutro, deve ser “coffeellum” e não “coffeella”. Ref.Mey, W. 1994. Taxonomische Bearbeitung der westpalärktischen Aten der Gattung Leucoptera Hübner, [1825], s. I. (Lepidoptera, Lyonetiidae). Deutsche entomologische Zeitschrift 41:173-234. |
V. O. Becker |
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28 |
O percevejo-do-girassol tem sido referido no Brasil como uma espécie do gênero Nysius. Entretanto, as espécies de Nysiuscom mecanismos estridulatórios costal e abdominal foram transferidas para o gênero Xyonysius Ashlock & Lattin. No Brasil, a espécie associada ao girassol é Xyonysius major (Berg, 1879). Referências: Ashlock, P.D. & J.D. Lattin. 1963. Stridulatory mechanisms in the Lygaeidae, with a new american genus of Orsillinae (Hemiptera: Lygaeidae). Ann. Entomol. Soc. Am. 56:693-703. Schaefer, C.W.1998. The taxonomic status of Xyonysius major (Berg) (Hemiptera: Lygaeidae), na occasional pest of sunflower in Brazil. An. Soc. Entomol. Brasil 27(1):55-58 |
R. A. Zucchi |
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ISEB 1999/3 |
27 |
O nome genérico Eutrichopodopsis Blanchard. 1966 foi recentemente sinonimizado com Trichopoda Berthold. 1827. Portanto, o nome válido para Eutrichopodopsisnitens Blanchard – taquinídeo parasitoide do percevejo-verde-da-soja Nezara viridula (L.) – é atualmente Trichopoda nitens (Blanchard). Referência. Liljesthrom, G. G. 1992. Revision de las espécies de los gêneros Trichopoda Berthold. Trichopodopsis Townsend y Eutrichopodopsis Blanchard descriptas para la Republica Argentina. Revta Soc. Ent. Argent. 50:51-71. |
N. Woodley (tradução: R. A. Zucchi) |
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De acordo com correspondência do Dr. Thomas J. Henry (USDA/SEL) – que examinou exemplares de Blissus coletados no Brasil – o percevejo-das-gramíneas pertence à espécie B. antillus Leonard, 1968 e não à espécie B. leucopterus (Say. 1832), como se tem admitido. O material examinado incluía especimens coletados recentemente e aqueles coletados em 1975., ocasião de sua introdução no Brasil. As espécies neotropicais de Blissus necessitam uma revisão taxonômica, mas tudo indica que B. leucopterus não ocorre no Brasil. Referências: Baranowski, R.M. & J.A. Slater. 1998. The Lygaeidae of the Cayman Islands with the description of a new species of Ochrimnus (Hemiptera). Fla. Entomologist 81(1):75-92. Leonard, D.E. 1968. Three new species of Blissus from the Antilles (Heteroptera: Lygaeidae). Proc. Ent. Soc. Wash. 70(2):150-153. Valério,J.R.; J.M. Vieira & L. da C.S. Valle. 1999. Ocorrência de Blissus antillus Leonard (Hemiptera: Lygaeidae: Blissinae) em pastagem no estado de Mato Grosso do Sul. An.Soc. Entomol. Brasil 28(3):527-529. |
J.R. Valério & R.A. Zucchi |
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ISEB 1999/2 |
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O nome científico da mosca-das-raízes-do-cafeeiro é Chiromyza vittata Wiedemann, 1820. Referências: Pujo-Luz, J.R.; R.G.M. Soares; A.M. Baeta Neves & C.D. Oliveira 1997. Status taxonômicos da “mosca das raízes” (Stratiomyidae, Chiromyzinae) em cafeeiros da Zona da Mata. In: Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, 22, Resumos, Manhuaçu, MG. |
R. A. Zucchi |
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Por ocasião da revisão do gênero Dichelops (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatominae), Grazia (1978) propôs a divisão do gênero em 3 subgêneros: Neodichelops, Prodichelops e o subgênero nominal. O gênero Dichelops incluía 2 sinônimos Júnior (Zalega Amyot & Serville, 1843 e Diceraeus Dallas, 1851); Neodichelops continha 4 espécies, uma delas - Dichelops (Neodichelops) melacanthus (Dallas, 1851); a qual constituía a espécie-tipo do gênero Diceraeus. Rider (1998), corretamente percebeu que estes dois nomes de subgêneros são sinônimos, sendo que Diceraeus tem precedência sobre Neodichelops e propôs as seguintes novas combinações: Dichelops (Diceraeus) furcatus, Dichelops (Diceraeus) melacanthus, Dichelops (Diceraeus) lobatus e Dichelops (Diceraeus)Phoenix. Referências: Grazia, J. 1978. Revisão do gênero Dichelops Spnola, 1837 (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatomini). Iheringia, Ser. Zool. (53):3-119. Rider, D.A. 1998. Nomeclatural Charges in the Pentatomoidea (Hemiptera: Heteroptera: Pentatomidae, Tessaratomidae). III. Generic level changes. Proc. Entomol. Soc. Wash. 100(3):504-510. |
J. Grazia |
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ISEB 1999/1 |
23 |
As espécies do gênero Silba Macquart registradas no continente americano foram transferidas para o gênero Neosilba McAlpine,1962. Portanto, o gênero valido para a mosca-do-broto-da-mandioca é Neosilba. O esclarecimento da identidade da espécie da mosca-da-mandioca, tradicionalmente denominada Silba pendula (Bezzi, 1919) no Brasil, carece de estudos. Entretanto, a denominação correta dessa espécie é Neosilba pendula (Bezzi,1919). Pelo menos outras duas espécies são referidas no Brasil em mandioca – N. perezi (Romero & Ruppel, 1973) e N. nigrocoerulea. Referências: McAlpine, J.F. & G.W. Steyskal. 1982. A revision of Neosilba McAlpine with a key to the world genera of Lonchaeidae (Diptera). Can. Ent. 114:105-137. Samways. J.J. 1979. Immigration, population growth and mortality of insects and mites on cassava in Brazil. Bull. ent. Res. 69(3):491-505. |
R. A. Zucchi |
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22 |
Atta silvai Gonçalves, 1982 – saúva do sul do Estado da Bahia – é sinônimo de Atta laevigata (Fred. Smith, 1858) (saúva cabeça-de-vidro). Ref. Delabie, J.H.C. 1998. Atta silvai Gonçalves, sinônimo júnior de Atta Laevigata (Fred. Smith)(Hymenoptera,Formicidae, Attini). Revta Brás. Ent. 41(2-4):339-341. |
R.A. Zucchi |
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ISEB 1998/3 |
21 |
As espécies do gênero Megalotomus Fieber, 1860 – que ocorrem ao sul da América do Norte – foram transferidas para o gênero Neomegalotomus Schaffner & Schaefer, 1998. Portanto, os nomes válidos para os percevejos (Alydidae), pragas da soja, são: Neomegalotomus parvus (Westwood) e N. rufipes (Westwood). Referências: Schaffner, J.C & C.W. Schaefer. 1998. Neomegalotomus new genus (Hemiptera: Alydidae). Ann. Entomol. Soc. Am. 91:395-396. Schaefer, C.W.& A.R. Panizzi. 1998. The correct name of “Megalotomus”pests of soybean (Hemiptera; Alydidae). An. Soc. Entomol. Brasil 27(4):669-670. |
A. R. Panizzi & C.W. Schaefer |
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20 |
O nome especifico correto do pulgão-preto-dos-citros é Toxoptera citricida (Kirkaldy, 1907) e não T. citricidus. Ref. Stoetzel, M.B. 1994. The correct spelling of the specific name for the Brown citrus aphid. Proc. Entomol. Soc Wash. 96(1),p.179. |
R. A. Zucchi |
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ISEB 1998/2 |
19 |
Com a criação do gênero Fidicinoides (Hem., Cicadidae), Fidicina pronoe Walker, 1850, importante praga do cafeeiro, foi transferida para esse gênero. Portanto, a denominação correta é Fidicinoides pronoe (Walker, 1850). Ref. Boulard, B. & N.M. Martinelli.1996. Révision des Fidicinini. Premiere partie: Sous-tribu nouvelle des Fidicinina (Cicadomorpha, Cicadidae, Cicadinae). EPHE, Biol. Evol. Insectes. 9: 11-81. |
N.M. Martinelli |
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18 |
Na literatura agrícola brasileira é comum acitação do gênero Chrysopa. Entretanto, as espécies desse gênero ocorrem na região Holártica (Paleártica + Neártica), não tendo sido registrada na região Neotropical. No Brasil, as espécies de crisopídeos pertencem aos gêneros Chrysoperla, Ceraeochrysa, Chrysopodes, Nodita, Leucochrysa, Nacarina e Loyola. Ref. Freitas, S. de. 1997. Crisopídeos (Neuroptera: Chrysopidae) que ocorrem no agroecossistema citrícola paulista. Tese de Livre Docência, UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal, 143 p. |
S.de Freitas |
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Aganaspis pelleranoi (Brèthes, 1924) (Hym., Figitidae, Eucoilinae), parasitóide de larva-pupa de Tephritidae e Lonchaeidae, é sinônimo senior (nome válido) de Ganaspis carvalhoi Dettmer, 1924. Ref. Ovruski, S.M. 1994. Aganaspis pelleranoi (Hym., Cynipoidea) parasitóide de larvas de Ceratitis capitata (Dip., Tephritidae). Revista de Ia Sociedad Entomolôgica Argentina 53(1-4): 121-127. |
J.A. Guimarães & R. A. Zucchi |
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16 |
O gênero Metagonistylum Townsend, 1927 é sinônimo de Lydella Robineau-Desvoidy, 1830. Portanto, onome válido para a mosca-do-amazonas, taquinídeo parasitóide da broca-da-cana, é Lydella minense (Townsend, 1927) e não Metagonistylum minense Townsend, 1927. Ref. Woodley, N. 1994. A new species of Lydella (Diptera: Tachinidae) from Mexico with a discussion of the definition of the genus. Bulletin of Entomological Research 84(1): 131-136. |
R.A. Zucchi & J.R.P. Parra |
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ISEB 1998/1 |
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Os nomes científicos da saúva-limão-sulina – Atta sexdens piriventris Santschi, 1919 e da saúva-limão Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908, frequentemente utilizados em publicações de Entomologia Agrícola, são sinonímias de Atta sexdens (L., 1758). Referências: Bolton, B. 1995. A New General Catalogue of Ants of the World. Harvard University Press, 504 p. (Atta sexdens, p.77). Borgmeier, T. 1959. Revision der Gattung Atta Fabricius (Hymenoptera, Formicidae). Studia Ent. 2(1-4):321-390 (Atta sexdens, p.359). |
R. A. Zucchi & J. D. Vendramin |
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A espécia brasiliense Ashmead, 1904 foi transferida do gênero Trichogramma para o gênero Trichogrammatoidea. Portanto, a denominação correta é Trichogrammatoidea brasiliensis (Ashmead, 1904). Entretanto, como o holótipo (fêmea) está mal-conservado, não é possível saber se trata de espécie distinta ou sinônima de alguma espécie já descrita. Assim, Trichogrammatoidea brasiliensis é nome válido, mas deve ser considerado nomen dubium. Ref. Pinto, J.D. 1997. Trichogrammatoidea brasiliensis (Ashmead) - A new combination for a species historically placed in Trichogramma (Hymenoptera: Trichogrammatidae). Proc. Entomol, Soc. Wash. 99(4):593-596. |
R. A. Zucchi |
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Pseudoplusia includens (Walker, 1858) é nome válido, pois apesar de superficialmente similares, Pseudoplusia e Chrysodeixis são próximos, mas distintos. Ref. Lafontaine & Poole, 1991. Noctuoidea, Noctuidae (Part). In: R.W. Hodges, Ed. The moths of America North of Mexico. Fasc. 25.1. Washington, The Wedge Entomological Research Foundation. 182 p. |
V.O. Becker |
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ISEB 1997/3 |
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A subfamília Crambinae foi separada da família Pyralidae e elevada novamente à categoria de família. A maioria das subfamílias pertence a Crambidae, mas apenas duas são de importância econômica: Crambinae (Diatraea spp.) e Pyraustinae (Azochis gripusalis, Diaphania hyalinata, D. nitidalis, Neoleucinodes elegantalis etc.). Na família Pyralidae, destaca-se a subfamília Phycitinae (Anagasta kuehniella, Elasmopalpus lignosellus, Etiella zinckenella, Hypsipyla grandella, Plodia interpunctella etc.). Referências: Minet, J. 1982. Les Pyraloidea et leurs principales divisions systeinatiques. Bull. Soc. Entomol. France. 86:262-280. Solis. M.A&C. Mitter. 1992. Review and preliminary phylogenetic analysis of the subfamilies of Pyralidae (sensu stricto) (Lepidoptera: Pyraloidea). Sytematic Entomology 17:79-90. |
R. A Zucchi |
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O gênero Stenodiplosis Reuter, 1895 foi revalidado e removido de Contarinia Rondoni. 1860. Como conseqüência, a mosca do sorgo passa a ser denominada Stenodiplosis sorghicolla (Coquillett. 1899). Ref. Raymond. G. 1994. The gall midges of the Neotropical Region. Cornell University Press, 352p. |
R. A Zucchi |
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ISEB 1997/2 |
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Foram estabelecidos, no gênero Trichogramma, as seguintes sinonímias específicas: T.caiaposi Brun, Moraes& Soares, 1984 é sinônimo júnior de T. atopovirilia Oatman & Platner, 1983 e T. soaresi Nagaraja, 1983 é sinônimo júnior de T. maxacalii Voegelé & Pointel, 1980 (Ref. R.A. Zucchi, & R.C. Monteiro. O gênero Trichogramma na América do Sul, p.41-66. In: J.R.P. Parra & R.A. Zucchi (ed.), 1997. Trichogramma e o Controle Biológico Aplicado. FEALQ, 324 P.). |
R.A. Zucchi |
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09 |
Complementando a informação do Nom. Ent. no. 1 (ISEB 21/2), a referência da trasferência de aurantiana (bicho-furão-dos-citros) para o gênero Ecdytolopha é: Powell, J.A., J. Razowski& R.L. Brown. Olethreutinae, p. 156. In: Heppner, J.B. (ed.). 1995, Atlas of Neotropical Lepidoptera – Checklist: Part 2 – 243 p. |
M.S. Garcia |
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ISEB 1997/1 |
08 |
Em extenso trabalho – Spectacles and Silver YS: a synthesis of the systematics, cladistics and biology of the Plusiinae (Lep., Noctuidae) Bulletin of the British Museum (Natural History), Entomology Series 54(2), 75-261, 1987 – Ian J. Kitching considerou Pseudoplusia subgênero de Chrysodeixis. Consequentemente, a espécie includens foi transferida para esse gênero, sendo Chrysodeixis (Pseudoplusia) includens (Walker, 1857) o nome válido para essa praga da soja, ou simplesmente Chrysodeixis includens (Walker, 1857). |
R.A. Zucchi |
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ISEB 1996/3 |
07 |
No Brasil, tem sido usado o nome Phtheochroa cranaodes Meyrick, 1937 para a largata enroladeira da macieira. Entretanto, de acordo com informação do colega Vitor O. Becker, esta espécie foi transferida por Razowski para o gênero Bonagota (Sci. Nature, Paris, 52:21-25, 1986). Portanto, o nome atual desta praga da macieira é Bonagota cranaodes (Meyrick, 1937) (Lep., Tortricidae). |
Marcos Botton |
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06 |
Acromyrmex muticinodus Forel, 1901 é sinônimo Junior de Acromyrmex niger (Fr. Smith,1858), segundo Gonçalves (Rev. Bras. Ent.12:17-20, 1967). Esta informação tem por objetivo corrigir equívocos apresentados em recentes publicações sobre formigas cortadeiras. |
Antonio Maybe |
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05 |
Novas combinações e correções de nomes de percevejos predadores (Pentatomidae: Asopinae), baseadas em Thomas, D.B., 1992. Taxonomic synopsis of the asopine Pentatomidae (Heteroptera). Of the Western Hemisphere, Lanham, Maryland, Entomological Society of America, 156p. (The Thomas Say Foundation, v 16).
Nome anterior Nome válido Podisus connexivus (Bergroth, 1891) Podisus nigrispinus (Dallas, 1851) Podisus nigrolimbatus (Spinola, 1852) Brontocoris tabidus (Signoret, 1863) Podisus mellipes Bergroth, 1891 Podisus distinctus (Stal, 1860) Podisus cloelia (Stal, 1870) Tylospilus cloelia (Stal, 1870) Podisus thetis Stal, 1862 Podisus aenescens (Stal, 1860) Podisus dufouri Bergroth, 1891 Podisus rostralis (Stal, 1860) |
Jocélia Grazia |
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04 |
Retificação. A data da descrição original do tripés-do-vira-cabeça-do-tomateiro é 1910, portanto, o nome correto é Frankliniella schultzei (Trybom, 1910). Equivocadamente, em alguns trabalhos taxonômicos a data citada é 1920, daí o erro publicado no ISEB 21(2). |
Renata C. Monteiro |
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ISEB 1996 /2 |
03 |
A grafia do epíteto específico do tripés-do-vira-cabeça-do-tomateiro é schultzei e não schulzei. Portanto, o nome dessa espécie é Frankliniella schultzei Trybom, 1920 (Thysanoptera, Thripidae). |
Renata C. Monteiro |
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02 |
De acordo com Povolny (Reichenbachia 30:85-98, 1993) o gênero Scrobipalpuloides é sinônimo de Tuta Strand, 1910. Portanto, o nome válido para a traça-do-tomateiro é Tuta absoluta (Meyrick, 1917) (Lepidoptera, Gelechiidae). O genero Tuta é constituído por oito espécies (Povolny in Steenstrupia 20/ 1:1-42, 1994). |
Patricia Estay P. |
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01 |
Atendendo a uma consulta, para a identificação de exemplares do bicho-furão-dos-citros, o colega Vitor O. Becker (Embrapa) informou (in lit.) que Ecdytolopha aurantiana (Lima, 1927) (Lepidoptera, Tortricidae) é o nome válido desta praga e não Gymnandrosoma aurantianum Lima, 1927, pois Gymnandrosoma Dyar é sinônimo de Ecdytolopha Zeller. |
J.R.P. Parra |
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